Esporte Ágil - Bons e maus exemplos não faltam em 2010, aprende 2011...
Editorial | Da redação | 27/12/2010 15h24

Bons e maus exemplos não faltam em 2010, aprende 2011...

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E agora?

Campo Grande (MS) - Chega o fim do ano e é hora de olhar pra trás, ver nossos erros e acertos e tentar fazer melhor no ano seguinte. O que podemos aproveitar de 2010 para, quem sabe, fazer melhor em 2011? Bons exemplos não faltaram.

Campo Grande provou que pode sediar grandes eventos e não fazer feio. Por aqui, passaram mais uma vez expoentes do esporte nacional, como Jade Barbosa, Diego Hypólito, Robinho, Neymar, e a própria aquidauanense Talita, que disputou nas areias do Parque das Nações Indígenas mais uma etapa do Circuito Nacional Banco do Brasil de Vôlei de Praia.

Mas nem tudo, como sempre, são flores no esporte local. Apesar de grandes eventos, como o Mundial de MotoCross, que passou pela Capital, nossos atletas ainda precisam de apoio. E o FAE (Fundo de Apoio ao Esporte), por onde anda? O ano também foi marcado por reclamações de inúmeros atletas, técnicos e dirigentes que gostariam de saber notícias desse benefício que deveria, pelo menos no papel, apoiar o esporte local. E seus critérios de distribuição, alguém sabe? Essa é outra dúvida que incomodam nossos atletas.

E por falar nos atletas, quando o ano acaba, sobram políticos querendo se promover em suas costas. Durante o ano, lhes negam uma passagem para representar o Estado fora, mas quando o ano acaba, não faltam as famigeradas homenagens. Agora fica a pergunta: nossos atletas precisam de homenagens ou de apoio? Uma homenagem compra uma chuteira para uma criança treinar futebol?

E depois, quando esses atletas buscam melhores condições em outros centros, nossos dirigentes se enchem de orgulho, pois Mato Grosso do Sul "exporta" talentos. Isso não deveria acontecer, pois estrutura física nós temos, bons técnicos não faltam. O que falta é dirigentes com outra visão sobre o esporte.

Na política, o esporte virou pauta de discussões após a escolha do Rio de Janeiro - e consequentemente do Brasil - para ser sede das Olimpíadas de 2016, contudo nada saiu do papel. Nossa educação física escolar continua sendo vista apenas como lazer por diretores nos colégios particulares e por nossos governantes nas escolas públicas.

Que lição fica disso? Que apesar de todos os eventos que o Estado recebeu este ano, pouco foi deixado para a população. No Mundial de MotoCross, por exemplo, a herança que o campo-grandense recebeu foi um enorme terreno que joga poeira em quem mora perto. Tanto é que, após o Mundial, nem uma etapa do Estadual foi realizada ali. Seria um novo "elefante branco" para nós?

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