Bate-Bola | Hélio Lima | 20/07/2015 11h09

Gilmar Simioli Junior

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(Fotos:Reprodução/Internet) (Fotos:Reprodução/Internet)

Gilmar Simioli Junior

O site Esporte Ágil conversou com o quarterback do Campo Grande Gravediggers, representante do estado na Super Copa Fefasp. A equipe foi vice-campeâ com uma campanha irrepreensível. Gilmar Simioli Junior é professor de Educação Fisica e joga em uma das posições mais importantes no Futebol Americano, o Quarterback.

De acordo com o atleta a união, o esforço e o trabalho do técnico da equipe, Marcelo Dermidjian, foram fundamentais para a ascensão da equipe. Simioli contou a sua história no esporte e ainda falou sobre a posição em que joga.

Esporte Ágil - Como conheceu o futebol americano? Já praticava algum esporte?

Eu sempre gostei de esportes americanos, e desde os 16 ou 17 anos acompanhei a NFL na televisão e sites de esporte. Em 2009 estava em um projeto da faculdade em uma Praça de Campo Grande, e por acaso era dia de treino do Diggers. Eu recebi o convite para treinar e acabei aceitando. Sempre joguei futebol e basquete juntos, sempre ganhando bolsa na escola e faculdade.

EA - Como foi o início no Gravediggers?

Gilmar - O início foi bem devagar com algumas dificuldades de apoio e de atletas mesmo. Treinos com cinco atletas eram frequentes. Mas graças a Deus conseguimos nos estruturar e sempre mantivemos o foco do que queríamos e tivemos muita determinação para levantar e mostrar o nosso esporte para a cidade estado e mostrar ao Brasil quem é o Mato Grosso do Sul no esporte!

EA - De que maneira você começou a atuar na posição de Quarterback? Chegou a jogar em outra posição?

Gilmar - Joguei no início de recebedor e safety, passou um mês e o time acabou rachando e com isso a vaga de QB ficou vaga. Eu sempre brinquei com a bola de FA e decidi aprender a lançar certinho e assim nasceu o que sou eu hoje.

EA - Qual é o jogador que você mais se espelha na sua posição?

Gilmar - Eu sempre gostei do Michael Vick, com o passar do tempo ele foi saindo do cenário e apareceu alguns bons QB's na liga. Hoje gosto muito do jogo do Aaron Rodgers e claro pela leitura e seus lançamentos perfeitos gosto muito do Tom Brady também, mas o favorito é sem dúvida Aaron Rodgers

EA - Normalmente o quarterback pode mudar o status de uma equipe. Em nível nacional a importância é a mesma?

Gilmar - O QB muda sim o status de um jogo, mesmo no Brasil. Nessa posição precisamos saber ler defesa como ninguém, para podermos colocar a jogada certa ou fazer alguma modificação de última hora. O QB tem que comandar seu ataque, se ele está em um dia ruim provavelmente seu ataque não fluirá muito bem.

EA - Qual é a relação com os membros da linha ofensiva? Eles são os "anjos da guarda" do quarterback? Como funciona a relação no dia-dia de treinamento?

Gilmar - Com a linha ofensiva eu tenho o melhor relacionamento possível pois os caras protegem e evitam muitas lesões minhas e do running back. Mas não é só por isso não, o pessoal do meu time é  gente boa.  Nós  temos de confiar uns nos outros para o time ir bem.

Por isso a nossa relação é excelente. E, sim os caras são sim meus anjos da guarda! Sem eles não existe jogo é muito menos a minha posição ou aquelas corridas longas do running back, devemos o ataque uns 70% a eles! 

EA - Segundo informações, um dos grandes fatores que contribuiu para a evolução do Diggers foi uma clinica que aconteceu no ano passado com a equipe. Qual o balanço deste aprendizado para todo o grupo?

Gilmar - A clínica que trouxemos foi uns dos motivos que crescemos sim, os caras vieram e falaram na cara o que devíamos fazer e mudar para chegar onde queríamos. Mostraram como melhoramos em treinos e fundamentos. É assim que decidimos agir e fazer desse time mais do que já éramos. Acredito sim que essa clínica foi responsável por quase 80% da nossa melhoria na parte de cabeça, foco e determinação. 

EA - Fale sobre a perpectiva para o futuro junto a equipe e ao esporte no estado. Você acha que se o Futebol Americano fosse trabalhado em escolinhas em projetos sociais junto a massa da população, poderiamos ter atletas de alto nível sendo revelados? Já existe algum projeto aqui no Brasil?

Gilmar - A nossa perspectiva esse ano é jogar a Liga Nacional, a mesma é dividida em duas divisões e estamos na série de acesso. Como jogamos com o São Paulo Storm de igual pra igual, e eles são um time da liga a cima da nossa e é um time que já fez a final da Liga, colocamos como meta esse ano subir para a Superliga onde eles estão!. A respeito da modalidade entrar nas escolas, é bastante difícil pois nossa cultura é futebol. Mas eu fiz um projeto de escolinha e com o apoio do Diggers consegui iniciar e hoje treino meninos de 12 a 17 anos para no futuro entrar e jogar Futebol Americano!

EA - O que a cultura do Futebol Americano mais lhe ensinou até hoje?

Gilmar - O futebol americano me ensinou que dependemos mais das outras pessoas do que imaginamos. E me trouxe amigos no Brasil inteiro! A força, dedicação, raça, treinos e fé traz sim a vitória


EA - Fale de algum jogo, ou momento desta temporada que marcou você.

Gilmar - Nesse ano tivemos uma partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, para mim foi a partida que " separou os meninos dos homens", era um jogo que estávamos sobre pressão em uma semifinal. Eles foram a nossa primeira partida "full pads" e perdemos, jogamos mais dois jogos com derrotas pra eles. Queriamos muito a vitória e corremos atrás dela. Graças a Deus ela veio. Eu acredito que foi o meu melhor jogo até o momento.

EA - Fale algo que queira que o leitor saiba.

Gilmar - Quero dizer a todos da cidade de Campo Grande que temos nosso sócio torcedor, é só entrar no site e ver as vantagens lá mesmo você pode se cadastrar e receberá sua carteirinha em casa! O site é godiggers.com.br. E para quem tiver a idade de 12 a 17 anos e quiser aprender a jogar Futebol Americano pode me procurar pelo Facebook para começar a treinar conosco. 

Por último queria agradecer a todos que nos apoiaram, aqueles que assistiram à final, e que nós somos gratos por tudo, pelas mensagens de apoio e tudo mais. Obrigado mesmo de verdade.

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