Da Redação
Nascida em Aquidauana, em 22 de julho de 2007, Whitney Luiz Soares constrói sua trajetória tanto no futebol de campo quanto no futsal. Aos 19 anos, a atleta concilia a rotina de estudos, responsabilidades em casa e preparação esportiva enquanto trabalha para alcançar o objetivo de atuar em um clube profissional.
O primeiro contato com o esporte aconteceu em 2020. No ano seguinte, ela decidiu que queria seguir treinando e investir na carreira esportiva. A escolha teve influência direta da família, especialmente dos pais, que sempre estiveram ligados ao futebol.
"Comecei a jogar em 2020 e decidi continuar jogando em 2021", conta. Segundo ela, o incentivo recebido em casa foi determinante para dar os primeiros passos. "Meus pais me incentivaram a começar a jogar, até porque eles sempre jogaram."
Desde então, Whitney passou a dividir sua dedicação entre o futebol de campo e o futsal, modalidades nas quais busca evoluir tecnicamente e adquirir experiência em competições. Para manter a preparação, ela organiza uma rotina de treinamentos ao longo da semana.
"Treino nos finais de semana e faço preparação física durante a semana, na parte da manhã. Mentalmente, eu apenas oro antes de qualquer partida e faço o meu jogo."
Ao longo da caminhada, um dos momentos mais difíceis aconteceu em 2025, quando sofreu uma lesão que interrompeu temporariamente sua sequência de treinamentos e jogos. Ela precisou enfrentar um período de recuperação após torcer o tornozelo e sofrer uma fratura no pé.
"Meu maior desafio foi quando me machuquei, em 2025. Torci o tornozelo e sofri uma fratura no pé. Foi a pior coisa."
A recuperação representou um desafio físico e emocional, mas a atleta retomou os treinamentos e seguiu buscando evolução nas duas modalidades que pratica.
Entre todas as competições das quais participou, Whitney destaca os Jogos Indígenas como os mais marcantes de sua trajetória. Integrante da etnia Terena, ela afirma que a competição possui um significado que vai além do resultado esportivo, por fortalecer os laços familiares e a identidade cultural.
"Todos os jogos são importantes, mas os Jogos Indígenas têm um significado especial para mim. Além de reunir familiares e amigos, é uma realização enorme representar as raízes da etnia Terena."
Segundo a atleta, defender sua comunidade nos Jogos Indígenas tornou-se uma das experiências mais importantes de sua caminhada no esporte.
Ao comentar sobre o cenário do futebol feminino, Whitney avalia que a modalidade continua enfrentando preconceitos, apesar do crescimento registrado nos últimos anos.
"Precisamos mudar a forma como algumas pessoas, principalmente homens, desmerecem as mulheres que estão evoluindo cada vez mais."
Na avaliação da jogadora, a dedicação pode fazer diferença mesmo diante do talento individual.
"Acredito que o esforço faz a diferença. Tem muita gente que tem talento, mas acaba sendo superada por quem tem força de vontade para vencer."
Além da preparação esportiva, Whitney procura manter uma rotina organizada para conciliar os estudos, as tarefas domésticas e os treinamentos.
"Primeiro realizo minhas atividades escolares e os afazeres de casa. Depois foco nos treinos. Consigo dividir bem minhas responsabilidades."
O principal objetivo da atleta é alcançar o futebol profissional. Para isso, ela segue conciliando os compromissos diários com a preparação física e técnica, mantendo o foco na evolução dentro das quadras e dos gramados.
"Meu sonho é jogar em um clube profissional."
Ao deixar uma mensagem para meninas que desejam seguir carreira no esporte, Whitney destaca a importância da persistência.
"Apenas treinem e não desistam dos seus sonhos. Não liguem para as pessoas que dizem que vocês não conseguem, porque tudo depende de vocês, e não dos outros."