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"Quem se comunica, domina o jogo", diz jovem atleta de Coxim

da redação - 24 de abr de 2026 às 16:27 288 Views 0 Comentrios
"Quem se comunica, domina o jogo", diz jovem atleta de Coxim Da Redação

“Comecei a jogar vôlei de areia perto de casa, só com os colegas, para brincar.” A frase resume o início da relação de Maria Fernanda Ramos de Oliveira com o esporte. Natural de Coxim (MS), a atleta teve o primeiro contato com o vôlei durante a pandemia e, naquele momento, a prática não passava de uma atividade recreativa.

 

Com o fim do período mais restritivo, em 2022, a rotina de jogos informais continuou. Foi a partir dessa vivência que surgiu o interesse em aprofundar a relação com o esporte. “Logo no início de 2023, comecei a treinar vôlei de quadra e, nisso, percebi que queria levar para o lado mais competitivo”, relata.

 

A decisão de competir veio acompanhada das primeiras experiências em campeonatos. Ainda em 2023, Maria Fernanda disputou o Campeonato Estadual Sub-15, marcando sua estreia em competições oficiais. A mudança de ambiente, da areia para a quadra, exigiu adaptação não apenas técnica, mas também tática.

 

Ao longo desse processo, uma das principais mudanças ocorreu dentro da própria função em quadra. “Minha maior dificuldade foi quando parei de atacar e virei levantadora. Não tinha nenhuma experiência, mas superei e sigo até hoje como levantadora”, afirma. A transição de posição exigiu aprendizado e ajustes, especialmente por se tratar de uma função central na organização do jogo.

 

A rotina atual envolve treinos frequentes e divisão de tempo com outras atividades. “Tenho treino na terça, quinta e sexta, treinando pela base e pelo adulto. Faço academia, estudo no IFMS à tarde e, nos tempos livres, pratico vôlei de praia.” A presença em mais de uma categoria amplia o volume de treinos e a exigência dentro de quadra.

 

Entre as experiências já vividas, uma das mais marcantes aconteceu no ambiente escolar. “Como sou estudante do Instituto Federal, lá possui o JIFMS e, no meu primeiro ano, viajei para o meu primeiro JIFMS. Esse campeonato foi marcante porque quase perdemos, mas, no final, conseguimos o primeiro lugar.” A conquista é apontada como um dos momentos relevantes até aqui na trajetória.

 

Dentro de quadra, Maria Fernanda destaca a comunicação como uma de suas características. “Falo muito e expresso o que o time está fazendo de errado. Grito quando é preciso, mas sei o limite.” A postura reflete a função que exerce, ligada diretamente à organização das jogadas e ao contato constante com as companheiras de equipe.

 

As referências também fazem parte do processo de formação. “Minha inspiração dentro de quadra é a Fofão e, fora de quadra, o meu primeiro treinador de quadra, Alcides.” A escolha de uma levantadora como principal referência dialoga com a posição que passou a ocupar.

 

Ao observar o cenário do vôlei no estado, a atleta aponta diferenças de oportunidades. “Eu vejo o vôlei do Mato Grosso do Sul em um nível muito bom, mas não dão oportunidade para jogadores do interior, e sim mais oportunidades para jogadoras de cidades maiores.” A avaliação parte da experiência de quem iniciou a prática fora dos principais centros.

 

Sobre os próximos passos, Maria Fernanda divide os objetivos entre o esporte e a formação acadêmica. “Meus objetivos a curto prazo são melhorar mais na minha posição e, a longo prazo, focar mais na faculdade, mas, se a faculdade proporcionar um time, participarei com toda certeza.” A continuidade no esporte aparece vinculada às possibilidades encontradas no ambiente de estudo.

 

Ao falar com quem ainda não começou, a orientação está relacionada à própria vivência com o vôlei. “Se você gosta ou tem vontade de começar a jogar vôlei, comece, porque as viagens proporcionam fazer novas amizades e conhecer lugares novos pelo fato de jogar vôlei.” A fala retoma o ponto inicial da trajetória, quando o esporte surgiu de forma despretensiosa e, aos poucos, passou a ocupar espaço mais central em sua rotina.

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