Da Redação
“Melhorando 1% a cada dia.” A frase, dita pelo jovem volante Pedro Henrique Marques Maciel, o Lobinho, resume a lógica que tem guiado sua trajetória no futebol desde os primeiros contatos com a bola. Aos 17 anos, nascido em 24 de abril de 2008, em Nova Alvorada do Sul, ele começa a dar seus primeiros passos no futebol profissional após um caminho construído entre oportunidades, recusas, competições de base e muita rotina de treino.
Pedro Henrique explica que a relação com o esporte começou dentro de casa. “Meus primeiros passos no futebol foram por causa do meu pai. Ele jogava e eu ia assistir, mas nunca tinha saído pra lugar nenhum”, relembra. Até os 14 anos, as experiências estavam restritas à própria cidade, até que surgiu o primeiro campeonato fora: a Copa Picadinha. Ali, ele foi vice-campeão e artilheiro, desempenho que marcou o início de uma sequência de convites e avanços na carreira.
No Águia Negra, equipe de Rio Brilhante, o volante começou a ganhar reconhecimento estadual. Primeiro no Sub-15 e, no ano seguinte, no Sub-17, categoria em que teve maior destaque. “Retornei no ano seguinte para jogar o Sub-17, tendo um destaque maior no time, sendo titular em todos os jogos até as quartas de final, quando fomos eliminados pelo Instituto Aefa, em 2024”, relata. A temporada seguinte consolidou essa ascensão. “No ano passado tive o maior destaque no Sub-17 pelo Águia Negra, sendo capitão em alguns jogos e sendo decisivo também.” Ele lembra ainda que colaborou com gols importantes que o aproximaram do elenco profissional, onde agora treina.
O ano de 2024 foi intenso. Além do estadual, Pedro Henrique viajou ao Equador para disputar um campeonato e voltou ao Brasil com a chance de treinar ao lado dos profissionais do Águia Negra. Ele também acumulou experiências competitivas em estados como São Paulo, Minas Gerais e Goiás, algo que, segundo ele, ampliou sua visão sobre o futebol de alto nível.
Apesar dos avanços, o volante destaca que nem tudo foi simples. Ele cita como maior desafio as oportunidades que surgiram em clubes de fora do estado e que não pôde aproveitar. “O maior desafio que enfrentei foi em algumas oportunidades que recebi de jogar em times fora. Meu pai não deixou por ter vivido isso e achar que eu ia me decepcionar muito.” A situação, segundo Pedro, foi um obstáculo, mas não interrompeu o processo de evolução.
Ao longo do caminho, algumas pessoas foram fundamentais. Ele destaca o técnico Emerson Vieira, responsável por abrir portas importantes. “Foi ele quem começou a me levar pra fora”, afirma. Além disso, menciona o professor Fabiano, técnico do Águia Negra em 2024, e Willian Cristian, que também fizeram parte da construção de sua trajetória.
Com uma rotina intensa e disciplinada, Pedro Henrique organiza o dia inteiro em torno dos treinos. “Acordo às 7h, tomo banho, às 7h30 tomo café. Às 8h pego a roupa e às 8h30 treino. Às 11h almoço, descanso das 12h às 14h30, pego a roupa às 15h para treinar às 15h30. Às 18h janto e depois descanso.” Ele conta que finalizou os estudos e, agora, concentra-se completamente no desenvolvimento como atleta.
Dentro de campo, Pedro se define como um volante com boa resistência, capacidade de marcação e qualidade no passe. Ele também destaca a criação de jogadas como um dos pontos fortes. Entre as referências no futebol profissional, cita Casemiro, volante brasileiro com trajetória internacional. “Admiro muito o Casemiro por causa da história dele e da qualidade.”
Sobre expectativas e pressões, o jovem atleta afirma não se iludir com elogios ou rótulos. “Não fico com isso na cabeça porque não gosto de ficar confortável. É sempre um dia após o outro, sempre se dedicando ao máximo.” Ele reforça que sua meta para a temporada é clara: estrear no profissional com o pai presente nas arquibancadas. “Quero realizar meu sonho e estrear no profissional com meu pai presente e conseguir manter uma carreira longa e boa.”
Para Pedro Henrique, o futebol ultrapassa o aspecto competitivo e se torna parte central da vida. “O futebol representa um esporte maravilhoso, onde eu consigo estar feliz e realizado por conseguir praticar ele”, afirma. Ao projetar o futuro, ele imagina seguir crescendo. “Eu me imagino em algum clube com relevância maior, e, se Deus quiser, vai dar tudo certo.”