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Do motocross às arenas: como nasceu o Jacaré du Brejo

da redação - 1 de abr de 2026 às 15:42 26 Views 0 Comentários
Do motocross às arenas: como nasceu o Jacaré du Brejo Da Redação

“Não só fazemos shows, mas deixamos mensagens que marcam na vida delas.” A frase resume o direcionamento adotado por Flávio Roberto Alves de Brito, de 50 anos, ao transformar a experiência no motocross em um projeto itinerante que percorre cidades com apresentações acrobáticas sobre motocicletas, aliadas à interação com o público e orientações voltadas principalmente às crianças.

 

Nascido em 31 de dezembro de 1975, Flávio começou a construir sua relação com as motos ainda no período em que competia no motocross. Segundo ele, a transição para o universo dos shows não aconteceu de forma abrupta. “Quando corria motocross, já fazia shows nas arenas de rodeio, mas sempre tinha o sonho de ter uma equipe de shows com motocicletas”, relata.

 

A decisão de estruturar o projeto veio após encerrar o ciclo nas competições, em 2017. Inicialmente, a equipe recebeu o nome de Jack Road, mas a mudança ocorreu logo em seguida, já pensando na comunicação com o público. “Montamos a equipe JACK ROAD, que logo mudou o nome para JACARÉ DU BREJO, que é popular e fácil do público gravar, um nome que chama a atenção das crianças”, explica.

 

A criação do grupo também contou com incentivo externo. “Um amigo meu, que já empresariou muitos artistas famosos, o Badeco, me incentivou a aproveitar a história que tive dentro do esporte e criar algo dentro de show. Aí, graças a Deus, deu certo”, afirma.

 

Hoje, o Jacaré du Brejo é formado por oito integrantes e apresenta um formato que combina diferentes elementos em cena. Além do próprio Flávio, que atua como piloto de freestyle, a equipe conta com personagens e funções específicas. “Hoje nossa equipe é formada por oito membros. Jacaré do Brejo piloto freestyle, palhacinhos sempre interagindo com as crianças através de brincadeiras e também fazem manobras, veio do Rio locutor, Gustavinho piloto de wheeling, Juliana, assistente de pista”, descreve.

 

A proposta vai além das manobras e do entretenimento. O contato direto com o público infantil é parte central da apresentação. “Como a motocicleta chama muito a atenção das crianças, aproveitamos e deixamos mensagens para elas da importância dos estudos na vida delas. Elas são o futuro do nosso país, obediência aos professores na sala de aula, obediência aos mais velhos”, diz.

 

Segundo ele, essa abordagem tem impacto direto na forma como o espetáculo é recebido. “Não só fazemos shows, mas deixamos mensagens que marcam na vida delas”, completa.

 

A rotina de apresentações exige preparação constante, tanto no aspecto técnico quanto físico. Flávio compara o nível de exigência dos shows ao período em que competia. “Competir e apresentar, os dois têm pressão. Precisa estar 100% para fazer bem feito, não pode ter erros. Precisa estar bem fisicamente e tecnicamente para entregar com excelência os resultados”, afirma.

 

As viagens frequentes também fazem parte da dinâmica do grupo, que se apresenta em diferentes regiões. De acordo com ele, a recepção do público é um indicativo importante da continuidade do trabalho. “Sempre por onde passamos buscamos fazer nosso show com excelência, amor, dedicação e carinho. Isso nos fortalece muito como marca. É quase 100% das cidades que fazemos o show, nós voltamos”, relata.

 

Entre as experiências acumuladas, uma apresentação no interior de São Paulo ficou marcada. “Um show que marcou muito foi em Presidente Bernardes. Na hora dos saltos da moto começou a chover. Chamou atenção que o público não foi embora. Saltar com chuva é quase impossível, mas mesmo assim fiz vários saltos que levaram o público ao delírio. Muito medo, mas deu certo”, relembra.

 

Para o futuro, a equipe aposta em estrutura e segurança como caminho para expansão. “Fizemos um investimento alto para este ano, dando mais segurança e visão para a equipe, acreditando no crescimento dos shows”, afirma.

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