Da Redação
“Eu entrei por entrar.” Foi dessa forma que Esther Lara Girardi iniciou a relação com o vôlei, esporte que hoje faz parte da sua rotina diária e dos seus planos para o futuro. A jovem atleta de Mato Grosso do Sul conta que a modalidade surgiu em um momento de mudança, quando havia acabado de chegar a uma nova escola e procurava alguma atividade esportiva para participar.
Antes disso, a ligação dela com o esporte era através do futsal. O vôlei ainda não fazia parte da sua realidade, mas acabou aparecendo como uma oportunidade naquele novo ambiente escolar. “Eu tinha acabado de entrar em uma escola nova e queria muito participar de algum esporte. Qualquer um. Então, o vôlei apareceu”, relata.
Segundo Esther, a escolha inicial aconteceu sem grandes expectativas. “Eu entrei por entrar, sabe? Até então, nunca tinha tido contato com o vôlei; eu jogava futsal”, explica. Com o passar do tempo, no entanto, a convivência com os treinos, as competições e a dinâmica da modalidade fizeram com que ela criasse uma identificação maior com o esporte.
“Com o tempo, eu me apaixonei pelo esporte”, afirma.
A evolução dentro das quadras também trouxe desafios. Conforme o nível das competições aumentava e as exigências ficavam maiores, Esther precisou lidar com situações que fazem parte da realidade de muitos atletas em formação. Entre elas, a comparação com outras jogadoras.
“Conforme o tempo foi passando e o nível aumentando, a minha maior dificuldade era a comparação, que acho que quase todo atleta tem”, conta. Segundo ela, esse processo chegou a afetar diretamente sua permanência no esporte. “Isso quase me fez desistir.”
Nesse período, a atleta destaca a importância da técnica Rósele Ayala, que teve papel importante para que ela continuasse treinando e acreditando no próprio desenvolvimento. “A minha técnica, Rósele Ayala, sempre me incentivou e não foi diferente dessa vez. Com ela me ajudando, eu continuei jogando”, relata.
A rotina de Esther atualmente envolve escola, preparação física e treinos frequentes. Além das atividades escolares, ela também faz musculação, corrida em alguns dias da semana e participa dos treinamentos de vôlei de segunda a quinta-feira.
Mesmo com a intensidade da rotina, ela afirma enxergar no esporte aprendizados que vão além das quadras. “Eu acho esse esporte incrível; ele te ensina muitas coisas além do próprio vôlei”, diz.
A dedicação aos treinamentos acompanha também os objetivos que a jovem atleta traça para o futuro. Esther afirma que pretende seguir evoluindo tecnicamente e espera alcançar oportunidades maiores dentro da modalidade.
“Eu espero conseguir melhorar cada vez mais e jogar em algum time grande”, afirma.
Ao falar sobre a própria trajetória, a atleta também deixa uma mensagem para outros jovens que enfrentam dificuldades no esporte ou pensam em desistir dos próprios objetivos. Para ela, persistir é um dos principais pontos para continuar evoluindo.
“Acho que um conselho seria: nunca desista daquilo que você realmente quer. Mesmo com qualquer coisa que tenha acontecido, continue.”