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Entre o Exército e as quadras, Kauã Cezar projeta sequência no futsal

da redação - 17 de out de 2026 às 07:00 245 Views 0 Comentários
Entre o Exército e as quadras, Kauã Cezar projeta sequência no futsal Da Redação

A rotina de Kauã Cezar Gonçalves dos Santos, de 19 anos, é dividida entre o serviço militar e os treinamentos de futsal. Natural de Bodoquena (MS), o atleta iniciou a trajetória no esporte ainda na infância e hoje busca evoluir na modalidade enquanto concilia os compromissos profissionais e pessoais.

 

Nascido em 23 de janeiro de 2007, Kauã conta que o primeiro contato com o futsal aconteceu aos nove anos de idade, quando passou a frequentar os treinamentos realizados em uma quadra escolar da cidade.

 

"Comecei a jogar bola com 9 anos, em 2015. Eu treinava todos os dias, de segunda a sexta-feira, na quadra da Escola Pacheco, onde o professor Dinei dava os treinos de futsal no projeto Segundo Tempo", relembra.

 

Segundo o atleta, a prática constante durante a infância foi determinante para o desenvolvimento dentro das quadras. Além dos fundamentos do futsal, ele destaca a influência do treinador que acompanhou sua formação esportiva.

 

"Hoje uma das minhas inspirações no futsal é o meu ex-professor Dinei, que desde os meus 7 anos de idade me deu treinos e me ensinou tudo o que sei hoje", afirma.

 

Ao longo da trajetória, Kauã precisou conciliar o esporte com outras responsabilidades. Antes de ingressar no Exército Brasileiro, o principal desafio era dividir o tempo entre o trabalho e os estudos.

 

"Um dos principais desafios para mim foi conciliar os estudos e o trabalho. Eu trabalhava de manhã e estudava à noite", relata.

 

Atualmente, a rotina mudou, mas continua exigindo organização. O atleta serve ao Exército durante a semana e reserva parte das noites para manter a preparação física e técnica.

 

"Hoje eu sirvo o Exército de segunda a sexta-feira e treino à noite, nas terças e quintas-feiras", explica.

 

Mesmo com a agenda cheia, Kauã segue participando de competições e considera que um dos momentos mais importantes da carreira aconteceu durante a disputa da 13ª Copa GH.

 

"Um dos momentos mais marcantes foi quando fomos campeões pela primeira vez da 13ª Copa GH. O título foi conquistado nos pênaltis. Marquei 13 gols na competição e terminei em segundo lugar na artilharia", conta.

 

Para o atleta, o desempenho individual é consequência do trabalho coletivo. Na avaliação dele, algumas características são indispensáveis para quem pretende crescer no futsal.

 

"Para um atleta de futsal se destacar hoje em dia é preciso ter disciplina, dedicação e saber jogar de forma coletiva", diz.

 

A disciplina citada por Kauã também faz parte da rotina fora das quadras. O serviço militar exige organização e comprometimento, características que ele procura levar para os treinamentos e para as competições.

 

Com 19 anos, o jogador ainda possui mais duas temporadas para atuar na categoria sub-20 e afirma que está concentrado na preparação para aproveitar esse período.

 

"Hoje tenho 19 anos e ainda tenho mais dois anos para jogar o Sub-20. Estou treinando para chegar preparado às competições", afirma.

 

Embora o foco esteja voltado para a sequência da carreira, Kauã mantém como referência os ensinamentos recebidos desde a infância e acredita que a base construída nos primeiros anos continua refletindo em sua forma de jogar.

 

A convivência com treinadores, companheiros de equipe e adversários ao longo dos anos contribuiu para a formação do atleta, que segue buscando espaço no futsal sul-mato-grossense enquanto administra uma rotina que exige dedicação diária.

 

Para ele, a caminhada no esporte é resultado da soma entre disciplina, trabalho e aprendizado contínuo. Os treinos, iniciados ainda na infância em Bodoquena, deram origem a uma trajetória que hoje passa também pelo serviço militar e pela disputa de competições estaduais.

 

Ao resumir a forma como enxerga essa fase da vida, Kauã utiliza uma frase que representa o equilíbrio entre as duas atividades que fazem parte do seu cotidiano.

 

"Farda no peito, futebol na alma."

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