Madrugada
Madrugada entrega premiação do Metropolitano, torneio que teve várias edições em 2008.
Presidente da Federação de Voleibol de Mato Grosso do Sul (FVMS), José Eduardo Amâncio da Motta, ou simplesmente Madrugada para quem o conhece no meio esportivo, vem acompanhando nos últimos meses um momento favorável para o crescimento do vôlei estadual, especialmente o de praia (ou areia), no Mato Grosso do Sul. E tudo isso acontece graças ao aparecimento de nomes como Talita Antunes, a dupla Toninho e Mauro Nogueira, e a volta de Benjamin e Alex Acco ao cenário local.
Segundo Madrugada, a intenção agora é fazer o vôlei de quadra entrar nesse mesmo patamar e fomentar ainda mais a modalidade de areia no interior do Estado, realizando torneios regionais e nacionais. Mas para que tudo isso aconteça, o presidente da FVMS cobra, assim como todo dirigente, mais apoio do poder público e privado.
Esporte Ágil - Como você avalia o ano de 2008?
Madrugada - Entendemos que o ano de 2008 foi um ano muito bom para a Federação de Voleibol. Dentro daquilo que nós planejamos para as atividades que iriam acontecer no ano, 90% conseguimos realizar. Dentro da modalidade de voleibol de quadra conseguimos realizar dez campeonatos estaduais, seis metropolitanos, realizamos um curso de formação de árbitros e também tivemos participações em quatro campeonatos brasileiros, destes quatro nós estivemos no pódio, e sendo que dois no lugar mais alto, que foram os nacionais juvenis masculino e feminino. No vôlei de praia nós tivemos o apoio da Fundesporte, que nos patrocinou. Realizamos sete etapas estaduais, atendendo a sete municípios do Estado, aproximadamente 215 atletas estiveram envolvidos nessa modalidade. Fomos sede do Circuito Nacional de Vôlei de Praia, evento que novamente em 2009 receberemos em junho. E tivemos jogadores nossos que tiveram participação em nível nacional e internacional, como o Benjamin, que na última etapa do Circuito Mundial foi campeão na China. Acredito que o ano foi muito bom, muito importante para gente. Poderia ser um pouco melhor? Sim, acho que o governo e a prefeitura tem nos ajudado, mas é uma ajuda substancial. Necessitamos de mais ajuda, para que com isso consigamos atingir 100% de nossos objetivos.
Esporte Ágil - O que a participação de um sul-mato-grossense numa Olimpíada? O que isso pode trazer para o Estado?
Madrugada - A Talita, que foi a única representante nossa na Olimpíada [de Pequim]. Ela saiu daqui do Estado, das competições domésticas que a gente realizou. Quando saiu ela era atleta de voleibol de quadra, não era de voleibol de praia. Ela foi transferida para o Alagoas, e lá ela se integrou, depois de um ano, dois anos, a modalidade disputada nas areias. E com isso ela conseguiu gradativamente ir buscando seu espaço, sendo hoje uma atleta de renome internacional. Quarta melhor dupla da Olimpíada, que está trocando de parceira [sai Renata e entra Maria Elisa], acredito que isso vá ajudar muito. Esperamos que ela esteja novamente na Olimpíada, em Londres, daqui quatro anos, e que ela seja contemplada com vitórias no circuito nacional e mundial em 2009.
Esporte Ágil - De que maneira o crescimento do vôlei no interior beneficia o MS?
Madrugada - Isso ajuda muito, muito mesmo, e esse é objetivo da Federação. É fomentar que os municípios venham participar das competições a nível estadual, e com isso descobriremos novos talentos. Antigamente a seleção de MS era formada mais de 90% por atletas da Capital, e hoje não, se divide em 50%. E isso vai chegar um momento em que maioria dos atletas possivelmente serão do interior, tendo em vista que tínhamos [Colégio] ABC [como escola praticante da modalidade] e o perdemos, e a Mace, que agora está numa contenção de despesas, mas esperamos que nesse ano ela reveja isso. Enquanto isso o interior vai se fortalecendo cada vez mais, e trazendo bons valores para gente, como o Maxwel, atleta de Jardim, que teve oportunidade de vir para uma equipe da Capital e foi convocado para a seleção brasileira.
Esporte Ágil - O que esperar para 2009 do vôlei sul-mato-grossense?
Madrugada - Esperamos mais. Ano que vem, dentro da modalidade de voleibol de praia, nós teremos os campeonatos regionais. Recentemente tivemos uma reunião em Saquarema e lá foi dito que nesse ano vamos ter além do Circuito Nacional teremos o regional, no qual estaremos na Região III, formado por Rio Grande do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com exceção do Mato Grosso, que ficou para a região norte. Nós ficamos com a primeira sede dessa região, que será aqui no final do mês de janeiro, início de fevereiro, quando teremos a primeira etapa dessa região nossa, sendo que são dez etapas no total. Já é um acréscimo muito grande, e é uma preocupação que a Confederação Brasileira também tem com o voleibol, de descoberta talentos, revelação de atletas, e é também por isso que esse ano vai ter o Circuito Sub-21, com seis etapas.