Geral | Da Redação | 16/06/2024 08h40

Com prisão de Cezário, Estevão Petrallás é nomeado presidente da FFMS

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O economista Estevão Antônio Petrallás foi indicado na segunda-feira (27), pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), para exercer interinamente a presidência da FFMS (Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul), que passa pelo maior escândalo de corrupção de sua história.

A interinidade foi fixada em 90 dias, podendo ser alterada pela CBF. A decisão foi baseada no parecer das diretorias de Governança e Conformidade e Jurídica. A posse de Petrallás foi dada pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.

Petrallás vai substituir Francisco Cezário de Oliveira, que está preso desde o último dia 21 de maio, por suposto envolvimento em organização criminosa que afanava o dinheiro da FFMS.

A operação “Cartão Vermelho”, deflagrada na última semana, investiga possível lavagem de dinheiro na FFMS. A entidade recebe recursos do Estado e da CBF e há 28 anos era chefiada por Cezário.

Segundo o MPE, durante 20 meses de investigação, foi constatado que se instalou, na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, uma organização criminosa, cujo principal objetivo era desviar valores, sejam provenientes do Estado de Mato Grosso do Sul (via convênio, subvenção ou termo de fomento) ou mesmo da Confederação Brasileira de Futebol, em benefício próprio e de terceiros.

Uma das formas de desvio era a realização de frequentes saques em espécie de contas bancárias da FFMS, em valores não superiores a R$ 5 mil, para não alertarem os órgãos de controle, que depois eram divididos entre os integrantes do esquema.

Nessa modalidade, ainda conforme o Gaeco, verificou-se que os integrantes da suposta organização criminosa realizaram mais de 1,2 mil saques, que ultrapassaram o montante de R$ 3 milhões.

Os investigados também possuiriam um esquema de desvio de diárias dos hotéis pagos pelo Estado em jogos do Campeonato Estadual de Futebol.

Ainda segundo o MPE, esse esquema estendia-se a outros estabelecimentos, todos recebedores de altas quantias da Federação. A prática consistia em devolver para os integrantes do esquema parte dos valores cobrados naquelas contratações, seja de serviços ou de produtos.

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