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Wellington Cirino quebrou em tabu em Cascavel

(com informações do cascavel news) - 19 de set de 2004 às 19:50 539 Views 0 Comentrios
Wellington Cirino quebrou em tabu em Cascavel
De forma dramática, o paranaense Wellington Cirino, da equipe ABF/Mercedes-Benz, venceu a sétima etapa do Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck, disputada neste domingo, no Autódromo Internacional de Cascavel, no Oeste do Paraná. É a primeira vitória de Cirino no autódromo cascavelense, circuito em que iniciou sua carreira. É o fim de um tabu de oito anos. Por três vezes, a vitória tinha escapado por entre os dedos. Em 2000, quando pilotava para a Volvo, liderava (corrida com chuva), com uma reta de vantagem para o segundo colocado, quando quebrou a ponta de eixo. Em 2000 e 2003 liderava quando teve problemas com os freios. Wellington Cirino completou as 33 voltas da corrida em 1h05m56s324, andando à média horária de 91,044 km/h. A melhor volta da corrida foi do paranaense Diumar Bueno (Volvo), que na segunda passagem, fez o tempo de 1m22s869, andando à média horária de 131,716 km/h. No campeonato Cirino passa a dividir a liderança com o pernambucano Beto Monteiro, cada um somando 114 pontos ganhos. Com a vitória, ele desceu de seu Mercedes-Benz 1938 S aos prantos, juntando-se ao pai e ao irmão na comemoração. Cirino continuou chorando no pódio e na coletiva de imprensa comparou o fim do tabu ao nascimento de um filho. Segundo Cirino, a emoção de vencer pela primeira vez em Cascavel, depois de oito anos, é praticamente a mesma de ver um filho pela primeira vez. "Em anos anteriores, cometi alguns erros e problemas mecânicos me impediram de vencer. Hoje chegou a vez", disse Cirino. Ele também dedicou a vitória à equipe e em especial a Mercedes-Benz, que correu atrás e conseguiu resolver os problemas de freios. Dede a etapa de Londrina, Cirino é só elogios ao trabalho da montadora. "Hoje foi o tira-teima. Os freios funcionaram bem e posso afirmar que não temos mais este problema", afirmou Cirino, demonstrando confiança para as duas últimas etapas, em Porto Alegre e Brasília. A vitória de Cirino foi dramática. Ele largou na pole e liderava quando sofreu uma punição por queima de Radar, que fica na reta. Na oitava volta passou no radar a 161 km/h, quando o permitido é 160 km/h. Ele retornou em quinto e duas voltas depois sofreu nova penalização, caindo para sétimo. Veio a bandeira amarela programada na 12ª volta e na relargada, manteve-se em sétimo. Na 17ª volta Cirino inicia a reação que lhe levaria à vitória. Ele foi para a sexta colocação. Na volta seguinte já era o quarto. Na 19ª ultrapassa Fabiano Brito e assume o terceiro lugar. Na volta seguinte ganha o segundo lugar de Beto Monteiro e na 22ª volta assume a liderança ao ultrapassar Jonatas Borlenghi. Na volta seguinte, Borlenghi sofreria o acidente mais espetacular da corrida ao bater seu Volkswagen na entrada da Curvão. A partir daí Cirino manteve a primeira colocação, escoltado por Beto Monteiro, que terminou a corrida na segunda colocação. Sobre as penalizações, Cirino disse que aferiu seu caminhão com 100 RPMs a menos para não correr o risco de ultrapassar o limite de velocidade. Ele não sabe o que aconteceu. "Quando recebi o sinal da penalização senti que poderia ficar sem vencer em Cascavel mais uma vez. Depois que as coisas se acomodaram parti para a recuperação sem pensar na vitória. Quando cheguei no Beto passei a pensar na liderança. Vencer depois de duas penalizações é fantástico", finaliza Cirino. Em terceiro chegou o gaúcho Jorge Fleck, marcando o retorno da Volvo ao pódio depois de um bom período ausente. O quarto colocado foi Renato Martins (Volkswagen), seguido por Geraldo Piquet (Mercedes-Benz), Eduardo Mad Macarrão (Ford), Beto Napolitano (Volkswagen), Fred Marinelli (Scania), Thiago Grisson (Volvo) e Djalma Fogaça (Ford), que pela ordem fecham as 10 primeiras colocações da prova. A oitava etapa do campeonato será disputada no dia 7 de novembro, no Autódromo de Tarumã, na grande Porto Alegre.

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