Quarta-feira, 14 de outubro de 2026, 06:00

“Todo esporte é uma terapia”: trajetória de Lucas Mário passa pelo judô e chega ao jiu-jítsu

da Redação - 9 de set de 2026 às 15:42 99 Views 0 Comentários
“Todo esporte é uma terapia”: trajetória de Lucas Mário passa pelo judô e chega ao jiu-jítsu Da Redação

Aos 13 anos, Lucas Mário Amorim Santos iniciou sua trajetória nas artes marciais por influência do pai, Mario Santos, que incentivou os filhos a praticarem esportes. Natural de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, e nascido em 19 de abril de 1992, Lucas começou no judô ao lado dos dois irmãos. Anos depois, problemas na coluna lombar fizeram com que precisasse interromper a prática da modalidade e buscar uma nova relação com o esporte por meio do jiu-jítsu.

 

Segundo Lucas, a iniciativa para começar no judô partiu do pai, que buscava, por meio do esporte, desenvolver nos filhos valores que também pudessem ser aplicados no cotidiano.

 

“Comecei no judô com 13 anos de idade, mediante o auxílio do meu pai, Mario Santos, que sempre gostou de esportes. Ele colocou eu e meus dois irmãos para desenvolvermos disciplina, respeito, autoconfiança etc.”, conta.

 

A trajetória no judô, porém, foi interrompida por questões relacionadas à coluna lombar. Lucas passou por duas cirurgias para tratar hérnias de disco e precisou deixar os treinos da modalidade, principalmente por conta das quedas características do judô.

 

“Tive alguns problemas na coluna lombar, em que precisei fazer duas cirurgias para tratar as hérnias de disco e, desde então, parei de fazer judô, devido a ser um esporte de muita queda”, explica.

 

Depois de interromper a prática do judô, Lucas encontrou no jiu-jítsu uma alternativa para continuar ligado às artes marciais. O convite para iniciar na modalidade partiu do professor Kito. Atualmente, na faixa-roxa, ele treina na academia Fight Sports Pantanal, em Ivinhema, onde tem como professores Hélio e Jean.

 

A mudança de modalidade não significou apenas uma continuidade da prática esportiva. Para Lucas, as artes marciais passaram a representar também uma forma de aprendizado para a vida. Ele afirma que o esporte contribuiu para sua formação pessoal, independentemente de uma carreira profissional como atleta.

 

“Todo esporte é uma terapia. Antes de formar um atleta, o esporte forma um ser humano. E não foi diferente comigo. Não sou atleta profissional, porém tirei e tiro vários pontos positivos para a vida”, afirma.

 

A rotina atual exige organização para conciliar os treinos com as responsabilidades pessoais e profissionais. Lucas é casado, pai de três filhos e precisa encaixar os treinamentos entre as atividades do dia a dia. Mesmo com a agenda apertada, ele afirma que a disposição para treinar depende também da decisão de manter o compromisso com o esporte.

 

“Hoje, casado, pai de três filhos e com o trabalho do dia a dia, os treinos ficam corridos. Porém, quem quer faz o dia virar noite e a noite virar dia”, diz.

 

A experiência acumulada no judô também faz parte da formação de Lucas no jiu-jítsu. Embora sejam modalidades distintas, ambas integram sua trajetória nas artes marciais e contribuíram para que ele permanecesse ligado ao tatame mesmo após as limitações impostas pelas cirurgias na coluna.

 

Atualmente, Lucas Mário é faixa-marrom de judô e faixa-roxa de jiu-jítsu. A graduação representa etapas diferentes de uma trajetória que começou ainda na adolescência e que continua sendo conciliada com a vida familiar e profissional.

 

Para quem pretende começar no judô ou no jiu-jítsu, mas ainda não tomou a decisão de entrar no tatame, Lucas deixa uma mensagem baseada na própria experiência: não esperar pelas condições ideais para começar.

 

“Ignore a perfeição: feito é melhor do que perfeito para quem está saindo do lugar”, aconselha.

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