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Seleção Feminina formou grandes times ao longo da história

imprensa cbf - 3 de ago de 2024 às 15:30 310 Views 0 Comentrios
Seleção Feminina formou grandes times ao longo da história Créditos: Getty Images / FIFA

O futebol feminino do País, cada vez mais sintonizado com o torcedor brasileiro, já deu demonstração de sua força em várias oportunidades. A medalha de prata em 2004 e 2008 tem valor especial para as atletas e as campanhas nos Mundiais de 1999 e 2007 também marcaram época. Em todas essas competições, a Seleção teve atuações memoráveis.

Em 1999, a equipe começou o Mundial nos EUA com uma goleada por 7 a 1 sobre o México. Apresentava ali seu cartão de visitas com três gols de Sissi, três de Pretinha e um de Kátia Cilene. No segundo jogo, outra vitória maiúscula: 2 a 0 sobre a Itália, com dois gols de Sissi.

Na sequência, numa partida emocionante, obteve um empate com a poderosa Alemanha (3 a 3), com gols de Sissi, Maycon e Kátia Cilene. A Nigéria, com quem se reencontrará nesta quinta (25), foi o primeiro adversário no mata-mata, com novo empate de 3 a 3. Com isso, a partida foi para a prorrogação e o Brasil conseguiu fazer mais um gol: 4 a 3. Cidinha (2), Nenê e Sissi marcaram para a Seleção.

Credenciava-se para a disputa da semifinal, quando teve de se deparar com as anfitriãs, cujo potencial era flagrante. A derrota de 2 a 0 para os Estados Unidos não manchou nem um pouco a grande campanha da Seleção naquele Mundial. Para um desfecho merecido da equipe, veio a vitória nos pênaltis sobre a Noruega (5 a 4), na disputa pelo terceiro lugar, após empate sem gols nos 90 minutos e na prorrogação.

Nas Olimpíadas de 2004, em Atenas, a Seleção brilhou mais uma vez. Estreou com 1 a 0 sobre a Austrália (Marta). No segundo jogo, perdeu para os EUA por 2 a 0, mas se recuperou na última rodada da fase de grupos, com uma goleada de 7 a 0 na Grécia (Pretinha, Cristiane (3), Marta, Daniela Alves e Grazielle).

Nas quartas de final, não tomou conhecimento do México: 5 a 0 (Cristiane (2), Formiga (2) e Marta). Muita gente achava que a Seleção não passaria da Suécia na semifinal. Quem apostou nisso não se deu bem: vitória por 1 a 0, gol de Pretinha.

A chegada à final, para a disputa do ouro, já foi uma conquista sem precedentes para a Seleção. Começou em desvantagem para os EUA, que fizeram 1 a 0 no primeiro tempo. Reagiu e empatou com Pretinha, que aproveitou rebote da goleira norte-americana em finalização de Cristiane.

Depois disso, a equipe foi bem superior e acertou a trave dos EUA duas vezes, com Cristiane e Pretinha. O empate levou a decisão para a prorrogação. Logo de início, um pênalti claro cometido pelos Estados Unidos foi ignorado pela arbitragem. Após mais alguns minutos, o adversário fez 2 a 1 e ganhou o jogo.

A perseguição pelo posto mais alto das grandes competições prosseguiu, com o mesmo empenho e aplicação de sempre. No Mundial de 2007, a Seleção também disputaria o título e ficaria com o vice-campeonato, na China.

Aquela trajetória teve início com goleada sobre a Nova Zelândia: 5 a 0 (Cristiane, Marta (2), Renata Costa e Daniela Alves). Na segunda rodada, novo placar elástico: 4 a 0 nas donas da casa, a China (Marta (2) e Cristiane (2)). Para fechar com 100% de aproveitamento a fase de grupos, outra vitória – 1 a 0 contra a Dinamarca (Pretinha).

Nas quartas de final, com grande atuação, a Seleção Brasileira passou pela Austrália (3 a 2 – Formiga, Marta e Cristiane) e se classificou para enfrentar os EUA na semifinal.

No confronto com as norte-americanas, o Brasil deu um show de bola e aplicou uma goleada histórica – 4 a 0, com dois gols de Marta, um de Cristiane e outro de Leslie Osborne, contra. Chagava à final para a disputa com a Alemanha, duelo em que foi superado por 2 a 0 num jogo bastante equilibrado, com várias chances de gol desperdiçadas pela Amarelinha.

As Olimpíadas de 2008, em Pequim, também mostraram ao mundo uma Seleção Brasileira com habilidade, técnica e talento para ir longe. Logo na estreia, enfrentou a Alemanha e o placar não saiu do zero. No segundo jogo, bateu a Coreia do Note por 2 a 1 (Daniela Alves e Marta) e passou depois pela Nigéria: 3 a 1, com três gols de Cristiane.

A partir de então, o Brasil só jogou contra seleções de ponta. Pelas quartas de final, superou a Noruega com grande atuação: 2 a 1 (Daniela Alves e Marta). Para a semifinal, a adversária era a Alemanha, então bicampeã mundial, e a final da Copa de 2007 estava engasgada entre as jogadoras brasileiras. Foi outra bela exibição: 4 a 1 (Formiga, Cristiane (2) e Marta).

Na final, topou novamente contra os Estados Unidos e fez um jogo mais uma vez bastante equilibrado. Tanto que a decisão da medalha de ouro só se consolidou na prorrogação, após empate por 0 a 0 no tempo normal. Os EUA ganhariam por 1 a 0.

Nos mundiais e olimpíadas que se seguiram, a Seleção não teve sorte em outros momentos importantes e ficou pelo meio do caminho. Agora, nos Jogos da França, com um time que mistura experiência e juventude e com atletas rodadas internacionalmente, a Seleção reacende sua busca pelo sonho.

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