Da Redação
A trajetória de João Vitor Duarte Zaya no badminton começou em 2022, mas o primeiro contato do atleta de Campo Grande com a modalidade aconteceu alguns anos antes. Em 2018, ele participou de um campeonato estadual e conheceu o esporte. Na época, porém, decidiu seguir no voleibol, modalidade na qual disputou diferentes competições e chegou a conquistar o título da Copa Pantanal em 2022.
A mudança para o badminton aconteceu justamente naquele ano. Depois de uma competição de vôlei, João Vitor decidiu começar a se dedicar à nova modalidade. A evolução nos treinamentos fez com que o atleta passasse a considerar o esporte de forma competitiva.
“Comecei no badminton em 2022, depois de perder uma competição de vôlei. Meu primeiro contato foi em 2018, depois de um campeonato estadual, mas, depois desse campeonato, foquei no voleibol. Joguei muitos campeonatos de vôlei e fui campeão da Copa Pantanal em 2022. Também joguei alguns outros campeonatos”, contou.
O badminton passou a ocupar um espaço maior na rotina do atleta à medida que os resultados começaram a aparecer. Em 2024, ainda na categoria sub-19, João Vitor conquistou sua primeira vitória na disputa de simples pela categoria sub-23. O resultado veio depois de uma sequência de evolução e contribuiu para que ele ampliasse sua participação em competições da modalidade.
“Comecei a transformar o badminton em uma carreira competitiva depois que vi que estava evoluindo muito rápido. Em 2024, tive minha primeira vitória na simples na sub-23, mesmo sendo sub-19 naquela época. Depois de ser campeão estadual, resolvi ingressar nos campeonatos brasileiros e assim fui indo. Daí, só evolução”, afirmou.
Desde então, o atleta passou a conciliar os treinamentos com a participação em competições de diferentes níveis. Entre os resultados obtidos até o momento, ele destaca a quinta colocação no CBI, o terceiro lugar em uma competição regional e o título estadual.
“Os títulos mais importantes até o momento foram a quinta colocação no CBI, o terceiro lugar no regional e o primeiro lugar no estadual”, disse.
Para manter a preparação, João Vitor divide os treinos entre atividades físicas e trabalhos específicos do badminton. Durante a tarde, realiza musculação e treinos técnicos. À noite, a preparação é voltada para a parte tática. Além de atleta, ele também atua como professor no Rádio Clube, onde dá aulas e treina de segunda a sexta-feira.
“Minha rotina de treinos é à tarde, com musculação e parte técnica, e à noite faço treino tático. Também sou professor no Rádio Clube, onde dou aula e treino de segunda a sexta”, explicou.
A continuidade da carreira competitiva, segundo o atleta, envolve desafios relacionados tanto à preparação quanto aos custos necessários para participar das competições. A busca por recursos para manter os treinamentos e disputar torneios está entre as dificuldades encontradas por quem pratica a modalidade.
“Os principais desafios são se manter em alto nível e ter verba para isso”, afirmou João Vitor.
Outro ponto destacado pelo atleta é a estrutura disponível para a prática do badminton em Mato Grosso do Sul. Para ele, a falta de estrutura adequada e a pouca visibilidade da modalidade dificultam o desenvolvimento dos atletas e a participação em competições.
“Um atleta encontra muitas dificuldades por não termos estrutura correta e pela pouca visibilidade”, declarou.
Mesmo diante dessas dificuldades, João Vitor destaca a importância de representar Mato Grosso do Sul nas competições nacionais. Para ele, a presença de atletas do Estado nesses torneios ganha ainda mais significado diante do número reduzido de representantes sul-mato-grossenses.
“Representar MS nos nacionais é incrível, por termos poucos atletas representando nosso Estado”, afirmou.