Da Redação
O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou a contratação, por R$ 3,8 milhões, de uma consultoria especializada para estruturar a concessão do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, em Campo Grande. A medida abre caminho para que o Estado defina como será a futura gestão do principal estádio de futebol de Mato Grosso do Sul pela iniciativa privada.
A contratação da Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia Ltda. foi realizada por inexigibilidade de licitação e teve o extrato publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (28). O contrato prevê serviços técnicos de modelagem e desenvolvimento do projeto de concessão, incluindo os estudos necessários para definir o formato da parceria.
Com a autorização, o Escritório de Parcerias Estratégicas deverá formalizar o contrato e dar início aos trabalhos. O despacho foi assinado pela secretária especial do órgão, Eliane Detoni.
A concessão poderá ter prazo de até 35 anos. Na prática, os estudos contratados deverão apontar as condições econômicas, operacionais e estruturais para que uma empresa privada possa assumir a administração do estádio.
Enquanto prepara o futuro modelo de gestão, o Estado também avança na recuperação do Morenão. O governo anunciou R$ 16,7 milhões para obras de revitalização do complexo esportivo, que ficou durante anos sem condições de receber partidas oficiais.
A primeira etapa inclui a substituição completa do gramado, iniciada em julho, com investimento estimado em R$ 1 milhão. A intervenção é conduzida pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), UFMS e Governo do Estado, por meio da Fundesporte.
A expectativa da FFMS é que o estádio esteja apto a receber a abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A de 2027, prevista para janeiro.
O Morenão foi inaugurado em 1971 e chegou a receber públicos próximos de 45 mil pessoas. O estádio também foi palco de partidas históricas de Operário e Comercial pelo Campeonato Brasileiro e de jogos envolvendo a Seleção Brasileira.
O período de abandono, entretanto, levou a sucessivas interdições e deixou o estádio sem condições adequadas de segurança e funcionamento. Problemas estruturais, elétricos e de acessibilidade, além de entraves envolvendo a UFMS, contribuíram para anos de inatividade.
A transferência da gestão para o Governo de Mato Grosso do Sul em 2026 encerrou parte do impasse e abriu caminho para o pacote de investimentos e para a futura concessão. Agora, a consultoria terá a missão de colocar números e regras no projeto que pode definir quem vai comandar o Morenão nas próximas décadas.