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Professor concilia Jiu-Jitsu, ciclismo e corrida após mais de duas décadas de dedicação ao esporte

da redação - 22 de jul de 2025 às 15:22 195 Views 0 Comentários
Professor concilia Jiu-Jitsu, ciclismo e corrida após mais de duas décadas de dedicação ao esporte Da Redação

A trajetória de Cristhian Rogério Goiris, de Ponta Porã, é marcada por escolhas que conectam paixão, superação e constância no esporte. Faixa preta de Jiu-Jitsu, ciclista de mountain bike (MTB), corredor e professor de Educação Física na rede pública, ele iniciou no universo das lutas ainda nos anos 1990 e, mesmo após uma lesão que comprometeu parcialmente o movimento de um dos pés, decidiu seguir treinando e ampliando sua vivência esportiva.

 

“Minha paixão pelas lutas veio através dos filmes de ação dos anos 80”, conta Cristhian, que teve seu primeiro contato com o Jiu-Jitsu em janeiro de 1999, em uma aula com o instrutor Dilson Filho, o Dilsinho Mad Max. Depois, passou a treinar com o professor Claudionor Cardoso até 2004, na antiga academia Oficina do Corpo.

 

A decisão de cursar Educação Física foi influenciada pela musculação, prática que acompanhava os treinos de Jiu-Jitsu. Em 2005, já faixa roxa, sofreu uma lesão durante um treino que comprometeu parte dos movimentos de um dos pés. O episódio, segundo ele, representou um ponto crítico: “Foi um dos momentos mais difíceis. A decisão de continuar treinando e competindo seria um grande desafio.”

 

Apesar do impacto, a continuidade veio com o apoio da família e dos amigos. “Segui me adaptando à nova condição”, afirma. No mesmo ano, com o retorno do então professor Elson de Jesus ao Paraná, Cristhian assumiu a liderança da equipe na fronteira, dando sequência ao trabalho de formação de atletas. “Assumi o desafio de continuar à frente da equipe como instrutor, onde segui treinando e formando atletas campeões.”

 

A faixa preta veio em 2008, pelas mãos de Elson de Jesus, da equipe N1, que na época residia e dava aulas em Ponta Porã. Desde então, Cristhian mantém sua atuação como professor e líder de equipe, aliando a prática esportiva ao ensino formal nas escolas da cidade.

 

Aos 40 anos, novas práticas passaram a fazer parte da sua rotina: o ciclismo de montanha e as corridas de rua, modalidades que ele adotou como extensão de seu estilo de vida. “Provo novas aventuras e competições quase que mensais, como se fosse um vício — só que do bem”, explica.

 

Com centenas de medalhas e troféus acumulados, Goiris destaca que o esporte ultrapassa os limites físicos e atinge esferas sociais e emocionais. “A prática esportiva abre um leque muito grande, sendo ele social e para o bem-estar do indivíduo. No esporte, fazemos amizades para o resto da vida e ao mesmo tempo servimos de espelho para os demais começarem.”

 

Na prática diária, o professor convive com a renúncia a hábitos comuns da maioria das pessoas. “Muitas vezes somos chamados de ‘malucos’, pois temos que abdicar de várias coisas como festas e horas de sono para acordar de madrugada e treinar”, relata. “Como dizem: só vai.”

 

O retorno às competições de Jiu-Jitsu faz parte dos planos. Ele segue conciliando os treinos das três modalidades e buscando manter-se ativo. “O plano real é se manter jovem o mais tempo possível. Mesmo sendo faixa preta, temos nossas limitações. Reconhecer isso não nos enfraquece, nos faz evoluir.”

 

Com mais de duas décadas de experiência esportiva, Cristhian mantém viva a filosofia aprendida nos tatames: “Nunca desistir mesmo em situações adversas foi de suma importância para adotar esse novo estilo de vida.” O princípio, segundo ele, serve tanto para atletas quanto para iniciantes. “A mensagem que fica é de que o esporte transforma. Basta começar, um passo de cada vez.”

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