Da Redação
O wrestling em Mato Grosso do Sul vive um momento histórico, e no centro dessa evolução está Josué Carvalho, jovem que deixou de ser apenas o primeiro aluno do multicampeão Luiz Antônio Fabbri em Corumbá para assumir o papel de principal responsável por manter vivo o legado da luta olímpica no Pantanal.
“Quando conheci o Luiz, em 2016, eu nunca imaginava que iria competir em nível nacional e muito menos que um dia estaria à frente de um projeto como a Wrestling School”, conta Josué, lembrando os primeiros treinos que marcaram sua trajetória. Dois anos depois, em 2018, ele já representava Corumbá no Campeonato Brasileiro Júnior, conquistando um lugar entre os oito melhores atletas do país — uma conquista que mudaria o rumo do wrestling local.
Foi nessa época que surgiu a ideia de criar um projeto que formasse novos talentos. “Voltando do Brasileiro, conversamos sobre como seria incrível oferecer às crianças da cidade a mesma oportunidade que eu tive. E esse sonho virou a Wrestling School”, afirma Josué.
Com o apoio do empresário Miguel Trujillo, que cede toda a estrutura da academia, o projeto ganhou força e rapidamente começou a produzir resultados. Em 2025, Rebeca Carvalho, de 10 anos, se tornou campeã brasileira infantil e campeã do Circuito Nacional Sul-Sudeste, além de conquistar o título estadual no beach wrestling. Maria Eduarda Rondon, de 12 anos, garantiu medalha de bronze nos Jogos Escolares Brasileiros (JEB’s) e também se sagrou campeã estadual de beach wrestling.
“Ver essas meninas conquistando títulos nacionais é a prova de que estamos no caminho certo. Mas mais importante que medalhas, queremos formar cidadãos com disciplina, foco e respeito”, destaca Josué.
A trajetória de Josué, que segue honrando os ensinamentos de Luiz Fabbri e de Agnaldo Pereira — pioneiro do wrestling sul-mato-grossense —, mostra que o esporte vai além do tatame. “O objetivo sempre foi mais do que vencer competições. É transformar vidas, e é isso que nos motiva todos os dias”, conclui.