Quarta-feira, 11 de março de 2026, 17:18

“O vôlei mudou minha vida”, diz atleta sul-mato-grossense Vivien Sandim

da redação - 11 de mar de 2026 às 15:02 14 Views 0 Comentários
“O vôlei mudou minha vida”, diz atleta sul-mato-grossense Vivien Sandim Da Redação

“O vôlei mudou e ajuda de certa forma as pessoas.” A frase da atleta sul-mato-grossense Vivien Sandim Mendes resume a relação que construiu com o esporte desde a infância. Nascida em Campo Grande em 9 de novembro de 1999, ela cresceu e viveu praticamente toda a vida no município de Terenos, onde iniciou sua trajetória no voleibol ainda criança.

 

Segundo a atleta, o primeiro contato com o esporte aconteceu dentro da própria família. “O vôlei encontrou a minha vida de uma forma muito rápida. Meu primo, David, jogava e, desde muito pequenininha, já me incentivava e dizia que eu levava jeito para o esporte”, relata.

 

Aos nove anos, Vivien começou a treinar em Terenos com o professor José Luiz, que acompanhou sua formação esportiva por mais de uma década. “Comecei em Terenos com o professor José Luiz. Tinha apenas nove anos de idade”, conta.

 

O treinador teve papel importante na fase inicial da atleta. De acordo com Vivien, ele foi responsável por ampliar suas oportunidades de competição ainda jovem. “Dos nove anos até os meus 22 anos treinei com o professor José Luiz em Terenos, que foi a minha base, onde eu comecei. Ele sempre me incentivou muito e fez com que várias pessoas ao redor do estado me conhecessem, me levando a campeonatos adultos quando eu tinha apenas 11 anos”, afirma.

 

Apesar da sequência nos treinos e nas competições, a atleta enfrentou momentos de interrupção na carreira. O principal deles foi provocado por uma lesão no joelho, que a afastou das quadras por um período prolongado.

 

“O principal desafio para mim foi quando tive minha primeira lesão no joelho. A gente pensa em tantas coisas, dentre elas desistir”, diz. O período de recuperação foi marcado por tentativas de retorno e novas dificuldades físicas. “Fiquei um ano parada. Voltava, treinava e machucava novamente. Foram anos difíceis, mas que me fizeram crescer e entender o quanto o esporte muda e ajuda as pessoas.”

 

A mudança para outro município marcou uma nova fase na vida pessoal e esportiva da atleta. Aos 23 anos, Vivien se mudou para Sidrolândia, onde passou a integrar outra equipe e ampliou seus vínculos com o voleibol.

 

“Aos 23 anos me mudei para Sidrolândia, onde conheci meu esposo Gustavo, que conheci graças ao voleibol e que sempre me apoiou e incentivou”, relata. Foi nesse período que ela passou a treinar com o professor Jhone Emanuel. “Por ele conheci o professor Jhone Emanuel, que tem o projeto da ADVS, que atualmente é minha equipe hoje e espero que seja para sempre.”

 

Para a atleta, competir representando Mato Grosso do Sul tem um significado particular, principalmente pela visibilidade limitada que o estado possui em algumas modalidades esportivas. “Eu acho que representar o nosso estado sempre vai ser muito gratificante. Até porque não somos uma das cidades mais vistas no país, então cada jogador que joga representando o estado leva consigo uma esperança de que oportunidades e portas se abram”, afirma.

 

A rotina de quem segue no esporte, segundo ela, exige organização para conciliar diferentes responsabilidades. Vivien destaca que, com o passar dos anos, a necessidade de equilibrar trabalho, estudo e preparação física se torna cada vez mais evidente.

 

“Depois dos 18 anos que a virada de chave acontece em nossas vidas. Conciliar estudo, trabalho, preparo físico e mental fica completamente complicado e cansativo”, explica. Atualmente, os treinamentos são distribuídos ao longo da semana. “Eu treino três vezes na semana em quadra e, sempre que sobra um tempinho, ainda tentamos bater uma bolinha na areia para se divertir e distrair um pouco. Fora a diversão, é academia todo dia, treino com intensidade e fisio sempre que necessário.”

 

Entre as lembranças mais marcantes da trajetória, Vivien destaca um campeonato em que recebeu um dos primeiros reconhecimentos individuais da carreira. “Teve um campeonato em que ganhei um dos meus primeiros troféus como destaque contra um time que, na época, era um dos melhores da capital. Ali comecei a decolar e os times começaram a me chamar para jogar”, recorda.

 

Nesse período, surgiram também oportunidades de disputar competições fora do estado. No entanto, fatores financeiros e familiares acabaram impedindo a participação. “Conheci um amigo do coração, Sávio, que sempre arrumava campeonatos em São Paulo e Santa Catarina para eu jogar, porque acreditava muito no meu potencial. Mas eu nunca fui, porque era muito nova, morava com a minha mãe e teria que investir dinheiro. Sempre foi muito difícil nessa parte.”

 

Mesmo diante das dificuldades estruturais do esporte em algumas regiões, a atleta afirma que a experiência no voleibol continua sendo significativa. Ao falar com meninas que estão iniciando na modalidade, ela reforça a importância de persistir, mas também aponta limitações existentes no cenário local.

 

“A mensagem que deixo para as meninas é que vale a pena. Tudo vale a pena, ainda mais para quem começa nova”, afirma. Ao mesmo tempo, ela alerta sobre a necessidade de buscar oportunidades além do estado. “Não pensem em ficar presas ao estado, porque não tem tanto investimento nesse esporte e ainda não dá o valor que merece. Só quem vive no interior sabe os gastos e as dificuldades para representar a cidade.”

 

No cenário do voleibol, Vivien cita como referências dois nomes que marcaram a história da modalidade no Brasil. “Minha inspiração de vida sempre foi a Fabizinha e o Giba. Para mim, até hoje, no cenário do voleibol não existem atletas que consigam ser o que eles foram um dia.”

 

Atualmente, a relação com o esporte também passa pelo trabalho com formação de novos praticantes. Vivien atua dando aulas de voleibol para crianças e adolescentes na escola onde trabalha.

 

“Meus próximos objetivos no vôlei atualmente são continuar dando aulas para crianças e adolescentes, que é o que eu faço hoje em dia”, afirma.

 

Além da atuação nas quadras e no ensino do esporte, ela também desenvolve um projeto ligado ao comércio esportivo junto ao marido. “Hoje em dia eu e meu marido estamos, com a Glória de Deus, investindo na nossa loja virtual chamada VGHORADOESPORTE, que se tornou nossa forma de estar presente no vôlei e em outros esportes por outro meio que não fosse somente em quadra.”

 

Para a atleta, a ligação com o esporte permanece como elemento central da vida cotidiana. “Nós sempre fomos muito ligados ao esporte, porque ele tem um significado grande em nossas vidas. Hoje o esporte é nosso maior aliado, tanto dentro quanto fora das quadras.”

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