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“O futsal me ensinou valores”, diz atleta de MS

da Redação - 27 de ago de 2026 às 15:43 46 Views 0 Comentrios
“O futsal me ensinou valores”, diz atleta de MS Da Redação

A história de Andressa Moraes dos Santos com o futsal começou quando ela tinha 6 anos, ainda na escola, em Bodoquena, no interior de Mato Grosso do Sul. Foi naquele período que ela teve os primeiros contatos com a modalidade e decidiu que queria atuar como goleira. Sem um time feminino disponível na época, ela passou a treinar junto com os meninos.

 

Nascida em Bodoquena em 12 de maio de 2005, Andressa conta que foi a professora Lucilene quem a acompanhou no início da trajetória. A falta de uma equipe feminina não impediu que ela continuasse treinando e buscasse desenvolver suas habilidades dentro da quadra.

 

“Minha trajetória no futsal começou quando eu tinha 6 anos de idade, quando comecei a treinar na escola com a professora Lucilene. Foi naquele momento que decidi que queria ser goleira. Como ainda não existia um time feminino na época, eu treinava junto com os meninos”, relata.

 

A experiência desde a infância fez com que o futsal passasse a ocupar um espaço cada vez maior na vida da atleta. Para Andressa, a modalidade deixou de ser apenas uma atividade esportiva e passou a estar relacionada a experiências, relações e aprendizados construídos ao longo dos anos.

 

“Desde então, o futsal passou a fazer parte da minha vida e se tornou muito mais do que um esporte. Ele representa dedicação, aprendizado, amizades, oportunidades e muitos sonhos”, afirma.

 

Com o passar dos anos, Andressa decidiu aumentar a dedicação aos treinamentos e buscar novas oportunidades para continuar evoluindo como atleta. Segundo ela, foi nesse processo que percebeu que o futsal poderia fazer parte de seus planos para o futuro.

 

“Foi através do futsal que vivi momentos muito importantes e que também aprendi a enfrentar desafios e nunca desistir dos meus objetivos. Com o passar dos anos, fui percebendo que o futsal realmente era o que eu queria para minha vida. Comecei a me dedicar cada vez mais aos treinos e a buscar novas oportunidades para evoluir como atleta”, conta.

 

Uma dessas oportunidades surgiu em 2021, quando Andressa deixou Bodoquena para jogar pelo EIA Dourados. A mudança representou uma nova etapa na trajetória esportiva e também exigiu adaptações fora das quadras. Pela primeira vez, ela precisou morar longe de sua cidade para seguir no futsal.

 

“Em 2021, tive uma oportunidade muito importante na minha trajetória: fui para Dourados para jogar pelo time EIA Dourados. Foi uma experiência que me ajudou muito no meu crescimento dentro e fora das quadras”, afirma.

 

A mudança para Dourados trouxe uma rotina diferente, novos ambientes e a convivência com pessoas que passaram a fazer parte de sua trajetória. Para Andressa, o período também contribuiu para sua formação como atleta e para experiências que ultrapassaram o ambiente esportivo.

 

“Sair de casa e ir para outra cidade para jogar futsal trouxe novos desafios e também muitos aprendizados. Tive a oportunidade de conhecer novas pessoas, conviver com uma realidade diferente e evoluir bastante como atleta”, explica.

 

Em 2023, após o período em Dourados, Andressa retornou para Bodoquena. De volta à cidade onde começou a jogar, ela levou consigo as experiências adquiridas durante o período em que esteve longe de casa.

 

“Em 2023, voltei para minha cidade, trazendo comigo toda a experiência que adquiri durante esse período”, relata.

 

Ao recordar os anos dedicados ao futsal, Andressa destaca que a modalidade contribuiu para sua formação pessoal. Entre os aprendizados adquiridos ao longo da trajetória, ela cita disciplina, responsabilidade, união e persistência.

 

“Hoje, o futsal representa uma parte muito importante de quem eu sou. É algo que me acompanha desde criança e que me ensinou valores como disciplina, responsabilidade, união e persistência”, afirma.

 

A trajetória, no entanto, também foi marcada por obstáculos. Um deles apareceu logo no início, quando ainda havia poucas oportunidades para meninas praticarem o futsal de forma estruturada. Sem uma equipe feminina, a alternativa encontrada foi participar dos treinamentos junto com os meninos.

 

“Um dos principais desafios foi começar em uma época em que ainda não havia muitas oportunidades para meninas no futsal. Eu treinava com os meninos e precisei continuar acreditando no meu sonho”, conta.

 

A mudança para Dourados representou outro momento de adaptação. Além dos desafios relacionados ao esporte, Andressa precisou lidar com a distância da família e com uma rotina diferente daquela que conhecia em Bodoquena.

 

“Também enfrentei desafios quando fui para Dourados, principalmente por estar longe da minha cidade e vivendo uma nova realidade. Mas cada dificuldade acabou se tornando um aprendizado e contribuiu para me tornar uma atleta mais forte”, diz.

 

Para Andressa, as experiências acumuladas ao longo dos anos também estão relacionadas às pessoas que fizeram parte de sua caminhada. Professores, companheiros de equipe, familiares e outras pessoas envolvidas com o esporte contribuíram para que ela permanecesse no futsal.

 

“Tenho muito carinho por tudo que vivi dentro das quadras e por todas as pessoas que fizeram e ainda fazem parte da minha trajetória. O futsal me proporcionou experiências que vou levar para a vida toda”, afirma.

 

Aos 21 anos, Andressa mantém a intenção de continuar ligada ao futsal e busca novas oportunidades para seguir desenvolvendo sua carreira esportiva. Entre os objetivos estão a evolução nos treinamentos, a participação em novas competições e a conquista de espaço na modalidade.

 

“Meu principal objetivo é continuar evoluindo como atleta, buscar novas oportunidades e conquistar cada vez mais espaço dentro do futsal. Quero continuar treinando, aprendendo e representando com orgulho a minha cidade e todos que sempre acreditaram em mim”, declara.

 

A relação com a modalidade, iniciada ainda na infância, permanece como parte dos planos para o futuro. Depois de começar treinando na escola, atuar ao lado de meninos, mudar de cidade para jogar e retornar a Bodoquena, Andressa afirma que pretende continuar seguindo o caminho iniciado aos 6 anos.

 

“Acima de tudo, quero continuar fazendo aquilo que amo e nunca perder a vontade de estar dentro de uma quadra”, finaliza.

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