Da Redação
A atleta campo-grandense Sarah Falcão, está se preparando para mais uma competição de triathlon. Nascida em Campo Grande, ela começou no esporte ainda na infância, influenciada por uma família ativa. Antes de se dedicar à corrida de rua e ao triathlon, Sarah praticou balé clássico por dez anos e chegou a participar de uma turnê na Suíça.
“O esporte surgiu de forma muito natural na minha vida. Minha família sempre foi ativa e, desde criança, cresci envolvida com atividades físicas”, conta. Depois do período dedicado ao balé, a corrida passou a fazer parte da rotina e, segundo ela, acabou se transformando em uma atividade de que passou a gostar pela possibilidade de acompanhar a própria evolução.
“Depois, a corrida entrou na minha rotina e acabou se tornando uma paixão, principalmente pela sensação de evolução e superação a cada treino”, afirma.
A aproximação com o triathlon aconteceu há cerca de dois anos. A primeira competição foi realizada em Vitória, no Espírito Santo, e marcou uma mudança na trajetória esportiva da atleta. Além da experiência em uma nova modalidade, a prova também representou o primeiro contato de Sarah com a natação em águas abertas.
“Há cerca de dois anos comecei a me descobrir no triathlon. A primeira prova foi muito especial, em Vitória/ES. Além de conhecer a região e fazer novas amizades, tive meu primeiro contato com a natação no mar”, relata.
A adaptação ao triathlon também envolveu enfrentar dificuldades pessoais. Sarah conta que precisou superar o medo do mar e traumas relacionados à natação e ao ciclismo.
“Precisei vencer o medo do mar e, principalmente, alguns traumas relacionados a nadar e pedalar. Desde então, o triathlon tem sido um processo constante de superação e descoberta”, explica.
Para a próxima competição, a preparação envolve as três modalidades que compõem o triathlon: natação, ciclismo e corrida. A atleta também conta com acompanhamento de profissionais da área da saúde durante o processo.
“Tenho buscado evoluir nas três modalidades. Tenho feito acompanhamento com diversos profissionais da área da saúde, o que me deixa mais segura”, afirma.
Entre as três modalidades, a natação ainda representa o principal desafio. A dificuldade aumenta especialmente quando a prova é realizada em águas abertas, ambiente que exige adaptação e confiança.
“A natação ainda é o maior desafio, principalmente em águas abertas. É uma modalidade que exige confiança. É frequente se deparar com atleta em crise em uma largada”, comenta.
A rotina de preparação precisa ser conciliada com outras responsabilidades. Para Sarah, organização e disciplina são fundamentais para manter os treinamentos sem deixar de lado o trabalho e a vida pessoal.
“Tendo organização. Nem sempre é fácil conciliar tudo, mas o esporte já faz parte da minha rotina”, resume.
A primeira experiência no triathlon continua sendo a competição que mais marcou a atleta até o momento. A prova em Vitória foi, para ela, uma oportunidade de enfrentar situações que até então representavam obstáculos.
“A primeira prova de triathlon, em Vitória/ES, foi muito marcante. Foi um divisor de águas, porque ali enfrentei medos que carregava há algum tempo e percebi que era capaz de muito mais do que imaginava”, lembra.
Para a próxima competição, Sarah não estabelece como principal objetivo uma colocação específica. A meta está relacionada ao próprio desempenho e à experiência adquirida nas provas anteriores.
“Minha principal meta é me superar. Quero fazer uma prova melhor do que a anterior, aproveitar a experiência e me divertir!”, destaca.
Assim como outros atletas de Mato Grosso do Sul, Sarah também aponta dificuldades relacionadas à distância dos principais centros esportivos e ao acesso a determinadas competições e oportunidades.
“As maiores dificuldades são a distância dos grandes centros, o acesso a algumas provas e oportunidades específicas”, afirma.
Ao longo dos anos de prática esportiva, a principal mudança, segundo ela, ocorreu na forma de encarar o treinamento e a preparação. Sarah passou a considerar outros fatores como parte do processo de evolução, além do exercício físico.
“Mudou principalmente minha mentalidade. Hoje entendo que evolução não acontece apenas durante o treino. Alimentação, descanso, fortalecimento, disciplina e, principalmente, constância fazem parte do processo”, explica.
Entre os próximos objetivos está a possibilidade de disputar uma prova de 70.3, distância do triathlon que reúne 1,9 quilômetro de natação, 90 quilômetros de ciclismo e 21,1 quilômetros de corrida. Mas, para Sarah, o esporte não está limitado a uma competição específica.
“Quero ir me descobrindo no triathlon. Tenho vontade de fazer um 70.3”, afirma.
A atleta também projeta continuar praticando esporte ao longo da vida. A ideia é associar as competições a viagens e novas experiências, sem estabelecer um ponto final para a atividade esportiva.
“Mas também penso no esporte como algo para a vida toda. Quero chegar à aposentadoria com saúde e disposição e aproveitar a fase para viajar pelo mundo participando de triathlons”, conta.
Para Sarah, a possibilidade de estabelecer novos objetivos é uma das razões para continuar praticando.
“Para mim, o mais bonito do esporte é justamente isso: ele não precisa ter um fim. Sempre pode existir um novo desafio, um novo lugar para conhecer e uma nova meta para buscar.”