Da Redação
“Foi minha primeira convocação como atleta guia, fiquei muito feliz e motivado, onde guiei o atleta Yeltsin Jackson.” A frase de Vilmar Roberto Dias resume parte de sua trajetória no atletismo paralímpico. Natural de Fátima do Sul, Vilmar começou no esporte em 2010, motivado pelo pai e pelo irmão.
Com o tempo, passou a atuar também como atleta-guia, desempenhando um papel essencial para atletas com deficiência visual. “Comecei no atletismo em 2010, motivado pelo meu pai e irmão. Fui guia a partir de uma convocação pelo CPB, Comitê Paralímpico Brasileiro”, contou.
O papel de atleta-guia exige atenção constante e sincronismo total com o atleta. “Os dois têm que estar bem sincronizados para manter um bom rendimento. O atleta-guia são os olhos do atleta visual”, explica. Para Vilmar, a principal diferença entre competir como atleta de elite e atuar como guia é a responsabilidade. “É uma responsabilidade muito maior, porque você está sendo os olhos de um atleta com deficiência visual e não pode ter erro, senão você erra por dois”, afirmou.
Manter a rotina de treinos para alto rendimento foi um dos maiores desafios enfrentados por Vilmar. “O maior desafio é manter as rotinas de treinos para alto rendimento, e sem apoio”, disse ele, reforçando que a preparação exige tanto corpo quanto mente. “É uma preparação bem intensa para não dar errado no dia das provas. Muito trabalho de sincronização e preparar a mente”, completou.
Entre suas experiências internacionais, Vilmar destaca os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2021 e o Mundial de Londres 2018. Sobre Tóquio, ele afirma: “Foi uma experiência única e muito importante na minha carreira. Os atletas paralímpicos são exemplos de atletas e te motivam mais ainda.” Já no Mundial de Londres, a convocação como guia foi a primeira oportunidade de atuar em uma competição desse nível. “Fiquei muito feliz e motivado, onde guiei o atleta Yeltsin Jackson”, lembrou.
A motivação de Vilmar vem de seu pai, que sempre foi exemplo de dedicação ao esporte. Recentemente, ele perdeu o pai e isso reforçou seu comprometimento. “Principalmente meu pai, por ser minha motivação e exemplo de vida. Perdi ele há dois meses e agora tenho que correr mais ainda para manter o exemplo que ele foi no esporte”, disse.
Vilmar também avaliou o cenário atual do atletismo paralímpico no Brasil e o apoio oferecido aos atletas. “Olha, o Comitê Paralímpico Brasileiro está de parabéns pelos apoios e estrutura aos atletas”, afirmou.
Quanto aos próximos objetivos, o atleta projeta novas competições e desafios pessoais. “Meus objetivos vão mais além. Ano que vem quero participar de pelo menos duas maratonas, em Campo Grande e Assunção, no Paraguai, dentre outras competições pelo Brasil. Tenho em mente para ano que vem participar ou até promover alguns projetos sociais”, revelou.