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“Não adianta ser bom e não treinar”: Arthur Oliveira destaca esforço como caminho no futebol

da redação - 31 de jul de 2025 às 16:20 155 Views 0 Comentários
“Não adianta ser bom e não treinar”: Arthur Oliveira destaca esforço como caminho no futebol Da Redação

A rotina de Arthur Oliveira dos Anjos, jovem atleta sul-mato-grossense, começa cedo e envolve mais do que apenas chuteiras e bola. Natural de Mato Grosso do Sul, Arthur atua como zagueiro e lateral-direito pela equipe Pantanal e iniciou sua trajetória no futebol em 2017. Na época, ele deu os primeiros passos na escolinha do União Guaicurus, comandada pelo treinador Tony Gol. “Minha trajetória no futebol começou em 2017, na escolinha do União Guaicurus”, relembra.

 

Assim como muitos jovens atletas brasileiros, o caminho de Arthur não foi linear. Um dos obstáculos que mais impactaram seu desenvolvimento foi a pandemia da Covid-19, que interrompeu treinamentos e competições em todo o país. “Uma das maiores dificuldades foi a pandemia, porque isso desacelerou meu desenvolvimento”, conta o jogador, que viu os treinos ficarem para depois e o ritmo de evolução diminuir com a pausa forçada.

 

A retomada veio com esforço. Ele passou a treinar na escolinha “Atlético Sisep” e, com a melhora no desempenho, recebeu a convocação para integrar o time do Pantanal na disputa da MS Cup, torneio regional importante no estado. “A oportunidade surgiu no mês de fevereiro, quando eu estava indo treinar na escolinha. Após meu desempenho melhorar muito, fui convocado para jogar um campeonato”, lembra.

 

Arthur desempenha duas funções em campo, atuando tanto como zagueiro quanto como lateral-direito, mas admite ter uma preferência. “Eu sinto vontade de jogar mais de zagueiro, porque me sinto mais confiante e confortável.” Ele também aponta que suas principais características dentro de campo são a defesa e a velocidade, destacando que seu ponto forte são os carrinhos — recurso frequentemente utilizado por defensores para desarmar os adversários.

 

A inspiração de Arthur vem de um nome bem conhecido do futebol nacional: o ex-lateral Daniel Alves, que construiu uma carreira marcada por títulos e passagens por grandes clubes. “Tenho como inspiração o ex-atleta Daniel Alves”, afirma o jovem atleta.

 

Fora das quatro linhas, sua rotina exige disciplina e determinação. Todos os dias, ele sai de casa às 13h30 para pegar o ônibus até o local de treino, e só retorna por volta das 18h30. A logística faz parte do esforço que muitos atletas em início de carreira enfrentam. “Minha rotina de treino começa às 13h30, quando eu saio de casa para pegar ônibus. Volto para casa por volta das 18h25 às 18h40.”

 

Seus planos no futebol não incluem grandes viagens ou clubes do exterior, pelo menos por enquanto. Seu foco está mais próximo de casa. “Meus principais objetivos são chegar ao profissional e ajudar minha família financeiramente. Eu não tenho muitos sonhos em atuar fora do país”, afirma. A fala direta revela uma motivação que ultrapassa o desejo de fama ou projeção internacional: ele joga com o propósito de construir um futuro mais estável para os seus.

 

Em meio a uma realidade em que muitos jovens desistem no meio do caminho por falta de estrutura ou apoio, Arthur valoriza o esforço e o comprometimento diário. Seu conselho para outros garotos que sonham com o futebol profissional é objetivo: “Treinar bastante. Não adianta ser bom e não treinar. Tem que ter muita dedicação e esforço.” A fala resume bem sua filosofia e o que ele tem colocado em prática ao longo dos anos.

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