Da Redação
Aos 12 anos, Miguel Antônio Paiva da Conceição, conhecido simplesmente como Miguel Conceição, já demonstra uma maturidade e um foco que impressionam. Nascido em 31 de março de 2013, em Corumbá (MS), o jovem começou no judô há pouco tempo, mas já carrega grandes sonhos e um sentimento profundo de gratidão pelo esporte que, segundo ele, mudou sua vida.
Miguel iniciou no judô em 2023, por meio de um projeto esportivo. O primeiro contato foi suficiente para despertar uma paixão imediata. “Na hora que eu fiz o primeiro treino, eu já gostei. Falei: esse é o meu lugar”, lembra o garoto, com a convicção de quem encontrou mais do que um esporte — encontrou um propósito.
Desde então, o judô passou a ocupar um espaço importante em sua rotina. “Eu estudo à tarde, então saio da escola e vou direto para o judô”, conta o jovem, que treina na Geração Olímpica. A dedicação diária vem trazendo resultados: o jovem atleta já foi convocado para participar de competições em nível estadual e nacional. Para ele, essas oportunidades são parte de um caminho que ainda está só começando.
Entre os momentos mais marcantes da curta, mas promissora trajetória, Miguel destaca as convocações para campeonatos brasileiros. “As convocações para os brasileiros foram muito importantes para mim”, afirma. A sensação de representar Corumbá nas competições é algo que ele descreve com entusiasmo. “É muito bom, é uma sensação incrível representar meu município no Estado e fora do Estado também. E, se Deus quiser, levar o nome da minha cidade para fora do país.”
A força que impulsiona Miguel vem, em grande parte, da família. “Minha família é minha maior inspiração”, resume. O apoio familiar é uma constante na trajetória de jovens atletas, e com Miguel não é diferente. É com esse suporte que ele mantém a disciplina nos treinos e a determinação para seguir evoluindo.
Apesar da pouca idade, Miguel fala com naturalidade sobre seus sonhos e objetivos. Ele quer ir além das fronteiras do Mato Grosso do Sul e até mesmo do Brasil. “Quero conseguir ser da Seleção Brasileira de Judô e lutar nas Olimpíadas”, revela. A fala é direta, sem exageros, mas cheia de ambição. Para um garoto que começou há pouco tempo, pensar em vestir o quimono verde e amarelo é mais do que um sonho distante — é uma meta a ser alcançada passo a passo.
O judô, segundo Miguel, fez mais do que ensiná-lo técnicas de luta. Transformou sua maneira de ver o mundo e de lidar com as pessoas. “Comecem o judô. Mudou minha vida, melhorou meu jeito de viver, e vocês vão ver que o judô muda vidas — mudou a minha”, afirma. A simplicidade da frase carrega uma força que vai além do tatame. É o testemunho de alguém que encontrou no esporte uma nova forma de ser e de crescer.