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“Meu brinquedo era a bola”: a trajetória de Henrique Kawakita, promessa do futebol e futsal de Mato Grosso do Sul

da redação - 20 de out de 2025 às 15:56 105 Views 0 Comentários
“Meu brinquedo era a bola”: a trajetória de Henrique Kawakita, promessa do futebol e futsal de Mato Grosso do Sul Da Redação

“Meu brinquedo era a bola.” A frase simples resume bem a relação de Henrique Kawakita dos Santos com o esporte. Nascido em 23 de fevereiro de 2012, em Campo Grande (MS), o garoto cresceu cercado pelo futebol e pelo futsal. Desde pequeno, o campo e a quadra faziam parte da rotina da família. “Desde pequeno eu já gostava de jogar, meu brinquedo era bola, e também acompanhava meu pai no campo e minha mãe, que jogava futsal”, contou o atleta.

 

A história de Henrique com o esporte começou cedo. Aos seis anos, ele deu os primeiros passos na modalidade pela escola Vida Feliz, sob a orientação do professor Joel Lídio. Foi com ele que o garoto participou da primeira competição de futsal, a Copa Auxiliadora, quando tinha apenas sete anos. “Ficamos em terceiro lugar e foi uma experiência muito boa. Comecei a gostar ainda mais da modalidade”, lembra.

 

Pouco depois, a pandemia interrompeu os treinos e campeonatos escolares, mas a vontade de seguir jogando não diminuiu. Foi o professor Joel quem indicou Henrique para a escolinha do Chelsea MS, onde ele iniciou um novo ciclo. “Comecei na escolinha e logo me mandaram para a equipe de nível avançado”, contou. A mudança marcou o início de um período de aprendizado e crescimento.

 

Com a equipe, Henrique viajou para diversas competições e acumulou experiências que, segundo ele, ajudaram a moldar seu estilo de jogo e sua disciplina. “Fiz minha primeira viagem para Rondonópolis (MT), pelo sub-9, e fomos campeões de campo”, recorda. O atleta também participou de torneios importantes, como a Dani Cup em São Paulo, Nova Cup em Nova Andradina, Porto Rico Cup e TM Cup em Uberlândia (MG).

 

As oportunidades continuaram a surgir. Em 2024, ele realizou avaliações em dois clubes de base: o Internacional (RS) e o Novo Horizontino (SP). No mesmo ano, passou a defender o CEU ABC, onde atua até hoje. “Estou há mais de um ano no ABC. Fomos campeões da MS Cup de futebol de base e estamos na final da Copa Campo Grande de futebol de base”, contou. A conquista recente, segundo o jovem, foi uma das mais marcantes da carreira até agora.

 

“Na MS Cup 2025, fiz um gol na semifinal, que terminou 2 a 1, e ganhamos a final nos pênaltis”, relembra. O feito, além do título, reforçou a confiança e a determinação do atleta, que segue sonhando alto. “Meu objetivo é continuar me dedicando, treinando muito, para que um dia eu possa jogar em um time de base profissional”, afirma.

 

Henrique divide o tempo entre os treinos e a escola. Ele estuda pela manhã e dedica as tardes ao futebol e ao futsal. “Minha rotina é bem equilibrada. Estudo de manhã, almoço, espero duas horas e já vou pro treino. Treino todos os dias, futsal e campo”, explica. A rotina intensa é encarada com naturalidade, como parte do caminho que ele escolheu trilhar.

 

Nas quadras, atua como ala e fixo; nos campos, prefere jogar como meia. “No futsal o jogo é mais rápido, tem que dar passes firmes e pensar rápido. É um jogo mais intenso. Já no campo tem muito espaço. Jogo de meio, sempre me movimentando, com visão de jogo, e posso avançar atacando também, dando assistências e fazendo gols”, descreve.

 

O gosto por armar jogadas é algo que o acompanha desde cedo. “Gosto mais de dar assistências e ajudar minha equipe também fazendo gols”, disse. Para ele, o coletivo vem antes do individual, uma mentalidade que mostra maturidade para a idade que tem.

 

O talento e a dedicação chamam atenção, mas Henrique sabe que o caminho até o futebol profissional é longo. Mesmo assim, ele demonstra clareza sobre o que quer e como pretende chegar lá. “Meu futuro é ser um jogador profissional de futebol”, afirma com convicção.

 

Além do talento, ele carrega uma visão madura sobre esforço, fé e persistência. Quando fala sobre o que diria a outras crianças que também sonham com o esporte, a resposta revela um pouco de sua forma de encarar os desafios. “Que elas nunca desistam de seus sonhos, mesmo quando a situação estiver difícil. Tem que levantar a cabeça, seguir treinando, se dedicando e sempre estudando. E colocar Deus na frente sempre.”

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