Da Redação
“Aprendi que não devemos ligar para a opinião dos outros”. A frase resume parte da mudança vivida pelo jovem atleta de vôlei Felipe Gabriel da Rosa Alves, de 16 anos, natural de Ponta Porã, no interior de Mato Grosso do Sul. Foi dentro das quadras, entre treinos, amizades e campeonatos, que ele encontrou um novo caminho e decidiu que queria seguir no esporte.
Nascido em 12 de março de 2010, Felipe conta que o primeiro contato com o vôlei aconteceu de maneira simples, durante um momento de diversão na escola. O que começou como algo casual acabou despertando nele o interesse em buscar treinos e aprender mais sobre a modalidade.
“Tudo começou com um vôlei aleatório na escola, apenas se divertindo, e percebi que era aquilo que eu queria para mim. Fui atrás de treinos”, relata.
O início, porém, não foi simples. Segundo Felipe, uma das principais dificuldades foi encontrar um espaço adequado para desenvolver a prática esportiva após a mudança para Naviraí, cidade onde passou a morar.
“A maior dificuldade foi encontrar um time para mim, porque não achei um lugar adequado para treinar aqui em Naviraí”, afirma.
Além da falta de estrutura voltada para jovens atletas, ele também precisou lidar com comentários relacionados à altura, característica frequentemente associada ao desempenho no vôlei. Ainda assim, Felipe afirma que isso não o desmotivou.
“Acreditavam que, por conta da minha altura, isso também seria um problema para mim no vôlei, mas nada depende só de altura”, diz.
Atualmente, a rotina do atleta é dividida entre os estudos e os treinos. Felipe estuda no período matutino e realiza treinamentos às segundas e quartas-feiras. Nos finais de semana, continua ligado ao esporte jogando vôlei com amigos.
“Tenho treino às segundas e quartas, estudo no período matutino e, nos finais de semana, apenas jogo vôlei com colegas”, conta.
Entre as experiências já vividas no esporte, ele destaca a participação nos Jogos da Juventude de Mato Grosso do Sul (Jojums) de 2026. Apesar de a equipe não ter alcançado o pódio, Felipe avalia a competição como importante para o aprendizado e para o desenvolvimento dentro das quadras.
“Jogamos o Jojums 2026, que foi muito bom. Não conseguimos pódio, mas valeu totalmente a intenção”, afirma.
Quando fala sobre referências no esporte, Felipe cita o ponteiro Honorato, atleta da seleção brasileira masculina de vôlei. Segundo ele, a identificação acontece justamente pela questão física, já que o jogador é considerado um dos ponteiros de menor estatura da equipe nacional.
“Um atleta em que me inspiro é o Honorato, um dos ponteiros mais baixos da seleção brasileira”, comenta.
Além do aspecto esportivo, Felipe destaca as mudanças pessoais que o vôlei proporcionou em sua vida. Ele afirma que passou a lidar melhor com críticas e opiniões externas e também construiu amizades importantes por meio do esporte.
“O esporte mudou muitas coisas em mim. Uma coisa que eu me cobrava demais era ligar para a opinião dos outros. Aprendi que não devemos ligar para isso”, relata.
Segundo ele, os vínculos criados no ambiente esportivo se tornaram uma das partes mais importantes da trajetória até aqui.
“Comecei a ter muitos amigos através do vôlei e sou muito grato por isso”, completa.
Ao analisar o cenário do esporte em Mato Grosso do Sul, Felipe acredita que os atletas sul-mato-grossenses têm conquistado espaço, mas entende que ainda existe necessidade de maior incentivo e visibilidade.
“Considero muito boa a visibilidade que os atletas de MS têm, mas precisa de um pouco mais”, avalia.
Entre os momentos mais marcantes vividos até agora, o jovem atleta afirma que as amizades construídas ao longo da caminhada têm um significado especial.
“O momento mais emocionante para mim foram os amigos que conheci, que hoje em dia são tudo para mim. Consegui visualizar o que é amizade de verdade”, diz.
Mesmo no início da trajetória esportiva, Felipe afirma que pretende continuar investindo no vôlei e sonha em disputar novos campeonatos e torneios nos próximos anos.
“Quero seguir esse rumo do vôlei. Sinto uma paixão grande pelo vôlei de verdade e que venham muitas portas abertas nesse caminho, jogar vários campeonatos e torneios”, afirma.
Por fim, ele deixa uma mensagem para outros jovens que desejam iniciar no esporte, especialmente aqueles que enfrentam críticas ou inseguranças.
“O conselho que eu daria é para correr atrás do que você realmente gosta. Não ligue para a opinião dos outros, não ligue para os julgamentos e faça acontecer”, finaliza.