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Jota investe na calistenia e sonha em promover evento nacional em Campo Grande

da redação - 31 de jul de 2025 às 16:16 175 Views 0 Comentários
Jota investe na calistenia e sonha em promover evento nacional em Campo Grande Da Redação

A falta de recursos para frequentar uma academia tradicional foi o que levou Jonathan Francisco Farias Vasquez, conhecido como Jota, a começar na calistenia — modalidade que utiliza apenas o peso do próprio corpo para o desenvolvimento da força e da resistência física. Hoje, mais de uma década depois, o atleta de 41 anos se tornou uma das referências na prática em Campo Grande e sonha alto: quer abrir seu próprio centro de treinamento e promover um grande evento na capital sul-mato-grossense.

 

“Comecei há 11 anos, numa época em que nem se ouvia falar muito em calistenia”, lembra Jota. Naquele tempo, a modalidade era praticamente desconhecida por grande parte da população e ainda engatinhava no Brasil. Apesar das dificuldades, ele viu o próprio corpo responder rapidamente aos estímulos dos exercícios, o que o motivou a continuar. “O que me motivou foi ver a mudança do corpo rápido.”

 

Sem precisar de aparelhos ou estruturas caras, a calistenia oferece uma alternativa acessível para quem deseja treinar. O esporte exige dedicação e controle corporal, mas pode ser praticado por qualquer pessoa. “Acho que todo exercício é válido. Tudo depende do tipo de atividade que a pessoa gosta de fazer. A calistenia é muito boa pra quem quer ter um corpo atlético, com mais definição e menos volume, não que uma pessoa acima do peso não possa praticar”, pontua.

 

Jota acredita que o maior desafio da calistenia é técnico. “No mundo dos calistênicos, o maior desafio é só a execução certa dos exercícios”, resume. A precisão dos movimentos é fundamental, já que eles utilizam o corpo como única ferramenta de trabalho, exigindo força, coordenação e disciplina.

 

Mesmo com pouca visibilidade, o esporte vem ganhando mais espaço em Campo Grande. Segundo Jota, atualmente existem apenas dois centros de treinamento (CTs) voltados à calistenia na capital, além de algumas praças públicas que possibilitam a prática. “Em Campo Grande, é pouco conhecido. Temos dois CTs e as praças para prática da calistenia.”

 

A pouca estrutura, no entanto, não impediu Jota de se destacar. Em uma competição realizada na cidade — a única até hoje, segundo ele —, o atleta conquistou o segundo lugar mesmo competindo com jovens de quase metade da sua idade. “Consegui ficar em segundo lugar com meus 39 anos, entre meninos de 17 a 25”, lembra, com orgulho.

 

Com um treino regular ao lado de amigos, Jota continua evoluindo e valorizando os benefícios que a calistenia proporciona. “Os benefícios são muito bons. Você fica com o core mais forte, mais definido e com muita força.”

 

A experiência acumulada ao longo dos anos também se reflete em conselhos para iniciantes. Para ele, um dos maiores obstáculos está no preconceito que muitos têm com a modalidade. “Se você quer fazer calistenia, não tenha vergonha. A maioria pensa que não consegue fazer um exercício com o peso do corpo, que precisa emagrecer primeiro e outras coisas. O resultado não vai ser no primeiro dia nem no primeiro mês, e sim ao decorrer do tempo. Não desista na primeira tentativa.”

 

Além dos treinos, Jota também usa as redes sociais para divulgar a modalidade e compartilhar sua rotina como atleta. “Costumo usar o Instagram, TikTok e a minha página no Facebook.” A intenção é mostrar que é possível, sim, treinar sem academia e alcançar resultados reais com disciplina e persistência.

 

O próximo passo na trajetória de Jota é transformar esse trabalho em algo maior. Ele planeja abrir seu próprio centro de treinamento e promover um evento de calistenia de grande porte em Campo Grande. “Meus planos futuros seriam ter meu próprio CT de calistenia e promover um evento bem grande na nossa capital, trazendo bastante praticante de outros estados.”

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