Da Redação
Natã Wallace Alves Lourenço, 21 anos, nasceu e cresceu em Dourados, mas foi em Ponta Porã que consolidou sua relação com o jiu-jitsu. Atleta da Gracie Barra Ponta Porã, ele começou na arte suave aos 17 anos, após insistência do pai, que também é seu mestre e companheiro de equipe. “Comecei o jiu-jitsu com meus 17 anos, depois de tanta insistência e incentivo do meu pai, que hoje é meu mestre e companheiro de equipe”, conta.
A formação de Natã passou por diferentes referências dentro da modalidade até chegar à atual fase. “Meus primeiros mestres foram o Michel e o Carlos Bordão. Depois segui com os mestres Maxi Lourenço e o Pedro Miranda”, lembra. A mudança entre professores representa, para ele, uma continuidade natural no aprendizado, ajustando técnicas, postura e visão de luta ao longo do tempo.
Hoje, o atleta vive exclusivamente do esporte. A rotina é intensa e calculada para desempenho. “Treino todo dia, entre três a quatro treinos por dia”, afirma. A dedicação, porém, não impede planos futuros fora dos tatames. Natã pretende iniciar os estudos no próximo ano, mas deixa claro que isso não significa afastamento da carreira esportiva. “Vou iniciar minha carreira nos estudos, mas não vou abandonar o jiu-jitsu nem as competições.”
A trajetória de competidor já trouxe resultados expressivos. Entre os principais títulos, Natã destaca o Mundial da ISBJJ, o terceiro lugar no Sul-Brasileiro da CBJJ, o terceiro lugar no SP Open da CBJJ, além do primeiro e segundo lugares no Curitiba Spring da CBJJ, entre outros resultados estaduais. O caminho, no entanto, não foi linear. “Já enfrentei algumas lesões nessa minha trajetória, mas nunca me deixei abalar. Sempre tive o apoio de grandes profissionais e dos meus amigos para não desistir e sempre voltar com mais vontade e mais garra.”
Para Natã, o jiu-jitsu ultrapassa o aspecto esportivo. Ele o define como prática de disciplina e de autocontrole. “O jiu-jitsu representa a capacidade de controlar o corpo, a mente e as emoções, mesmo nas situações mais difíceis. Jiu-jitsu muda vidas”, afirma. A transformação pessoal e o ambiente do tatame funcionam como espaços de aprendizado constante, tanto para quem compete quanto para quem treina por valores, saúde e convivência.
Ao comentar o cenário da modalidade em Mato Grosso do Sul, Natã observa desenvolvimento e estrutura em crescimento. “Hoje o jiu-jitsu do MS está na melhor fase, com muitos atletas de alto nível, com estrutura de campeonato boa, com árbitros qualificados e muito mais.” Para ele, isso contribui para ampliar o alcance competitivo e oferecer condições para que novos atletas se destaquem.
Os objetivos para os próximos torneios seguem alinhados à busca pela evolução técnica e pelo resultado. “Meus objetivos para os próximos campeonatos são sempre dar meu melhor, dar um show para as pessoas que estão assistindo e estar no lugar mais alto do pódio.”
Em meio a rotina exigente e metas ambiciosas, Natã direciona uma mensagem aos praticantes mais jovens, especialmente aqueles que iniciam motivados pelo exemplo de atletas do Estado. “Nunca desistam dos seus sonhos. Se esforcem, treinem e corram atrás dos seus objetivos. A persistência é a porta do sucesso e um dia vão chegar onde almejam. Entreguem nas mãos de Deus e confiem que tudo vai dar certo.”