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Glauber Caldas traça planos para consolidar o Pantanal SAF e fortalecer o futebol sul-mato-grossense

da redação - 12 de set de 2025 às 14:39 198 Views 0 Comentários
Glauber Caldas traça planos para consolidar o Pantanal SAF e fortalecer o futebol sul-mato-grossense Da Redação

O técnico Glauber Fernando de Sousa Caldas, 38 anos, treinador responsável pelo ressurgimento da Portuguesa-MS e pela transformação em Pantanal SAF tem, desde que chegou, a missão de estruturar o clube e projetar o futebol estadual em um patamar nacional. Com experiência em clubes de São Paulo, Goiás e Paraná, além de ser o treinador do primeiro título e acesso do Pantanal, ainda com o antiga identidade, Glauber vê no Pantanal SAF um projeto de longo prazo que combina gestão moderna, estrutura e formação de atletas.

 

Sobre o convite para voltar a trabalhar no futebol sul-mato-grossense, ele explica que inicialmente hesitou. "Confesso que na hora não me empolguei no convite, pois havia combinado com minha esposa que não voltaria a trabalhar no futebol do Mato Grosso do Sul, em função do meu último clube, um dos mais tradicionais do estado, ter ficado devendo salários e outras pendências financeiras comigo." No entanto, após analisar a proposta e a seriedade das pessoas envolvidas no clube, decidiu aceitar o desafio: "Decidimos arriscar, depois de ter buscado informações sobre as pessoas que tocavam o clube, e gerir o time nesta competição e depois voltar a trabalhar no estado de São Paulo."

 

Para Glauber, o Pantanal SAF tem metas claras e ambiciosas. "De maneira estruturada e apostando em uma gestão moderna, queremos recolocar o Mato Grosso do Sul entre os principais atores do futebol do Brasil e nos tornar um dos principais formadores de atletas do Centro-Oeste." A abordagem do clube, segundo ele, é diferenciada: "Por ser um clube com donos, não há política interna ou necessidade de agradar diretores ou conselheiros. Não há instabilidade em razão da influência de um grupo político opositor, ou mudança de rumos durante o trabalho. A cobrança e a expectativa são proporcionais e alinhadas aos objetivos do clube."

 

Ao montar o elenco, Glauber busca atletas que vão além da técnica. "Procuramos atletas altamente competitivos, com qualidade técnica, porte físico e capacidade de se adaptar taticamente ao jogo, além de suportar a pressão do dia a dia e de cada jogo." Mesmo diante das dificuldades estruturais e financeiras que o futebol estadual apresenta, o treinador observa avanços: "Trazer bons atletas para o Mato Grosso do Sul já é um desafio por si só, pela situação atual do futebol do estado, pela falta de calendário, pela precariedade dos estádios e, para um clube recém-formado e ainda desconhecido, foi ainda mais difícil. Mas 2025 foi um ano que conseguimos mudar muito desse aspecto."

 

Segundo ele, a repercussão positiva do trabalho e o investimento em infraestrutura, como centro de treinamento, departamento médico e alimentação, ajudaram o Pantanal SAF a atrair talentos e consolidar sua estrutura: "O clube está muito bem falado no meio do futebol e isso tem ajudado na montagem do plantel de 2026”.

 

Para Glauber, o crescimento do futebol sul-mato-grossense é possível, mas exige paciência, planejamento e investimento. "Nada é da noite para o dia, e é preciso correr atrás de um atraso de mais de 40 anos. Para isso acontecer, precisam de pessoas sérias que entendam o futebol como negócio, que façam não só o investimento necessário para fazer essa roda girar, mas também atrair novos investidores, patrocinadores e apoiadores." Ele enxerga no Pantanal SAF um exemplo desse modelo: "Tudo que temos feito desde 2023 é estruturar para que comecemos a dar passos maiores e acredito que a temporada de 2026 é o primeiro ano de retorno esportivo efetivo no nosso planejamento."

 

A pressão por resultados, para o treinador, faz parte da rotina do futebol. "Trabalhar no futebol é sinônimo de pressão. Tenho 20 anos de carreira, quando comecei tinha 19 anos, e sempre houve pressão e sempre haverá. Por isso para mim é algo extremamente natural." Ele destaca ainda que, dentro do Pantanal SAF, há clareza no processo: "Estivemos e ainda estamos nos estruturando e fortalecendo."

 

A experiência acumulada em clubes do interior paulista e nas divisões de acesso foi fundamental para moldar sua filosofia de trabalho. "Minha passagem pelo Grêmio Novorizontino, onde estive envolvido na montagem das categorias de base e no acesso da Série A3 para A2 em 2014 e da Série A2 para o Paulistão em 2015, e claro, trabalhar no Paulistão em 2016, foi mais importante para o momento atual do que ter trabalhado na Série B de 2017 e 2018 com o Vila Nova. Aquele era um momento de construção de um clube, o que estamos vivendo desde o primeiro dia aqui."

 

Para Glauber, o projeto do Pantanal SAF é de longo prazo e requer comprometimento com resultados sustentáveis: "Hoje os meus planos estão muito alinhados aos planos do Pantanal. Acredito que o clube tem potencial para crescer e se posicionar em nível nacional. Tenho interesse de ficar muitos anos no clube e apenas sair quando o projeto estiver consolidado, tendo um clube do Mato Grosso do Sul competitivo em nível nacional, recolocando o estado na Série C, Série B ou, mesmo sendo um sonho distante, na Série A do Campeonato Brasileiro."

 

Ao mesmo tempo em que projeta o Pantanal SAF para o futuro, Glauber também observa o impacto que um projeto estruturado pode ter para o futebol do estado. Para ele, o investimento em estrutura, gestão profissional e formação de atletas pode mudar o panorama local: "Estamos estruturando para que Mato Grosso do Sul possa voltar a ter protagonismo e, mais importante, formar atletas capazes de competir em alto nível no futebol brasileiro."

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