Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, 18:55

Força física e foco: a rotina de Carlos Eduardo no futebol

da redação - 25 de fev de 2026 às 16:51 31 Views 0 Comentários
Força física e foco: a rotina de Carlos Eduardo no futebol Da Redação

“Enquanto ainda tem vida, ainda tem sonhos e planos.” A frase dita por Carlos Eduardo Correa Martins, de 17 anos, resume a forma como ele enxerga o próprio caminho no futebol. Nascido em 31 de maio de 2008, em Campo Grande (MS), o jovem atleta construiu sua relação com a bola desde a infância e hoje divide o tempo entre a escola e os treinos, mantendo o objetivo de chegar a um clube de maior expressão.

 

A ligação com o futebol começou cedo. “A minha relação com o futebol começou muito cedo, quando eu sempre preferia a bola ao carrinho”, conta. Aos 6 anos, ele deu os primeiros passos em uma escolinha da Capital. “Com 6 anos entrei na escolinha Independente, ali no Aero Rancho. Meu avô e meu pai sempre me apoiaram.” O incentivo familiar foi determinante para que o interesse inicial se transformasse em algo mais estruturado.

 

Com o passar do tempo, o que era brincadeira se tornou prioridade. Carlos afirma que houve um momento em que percebeu que o futebol poderia deixar de ser apenas lazer. “A partir do momento em que eu comecei a sonhar muito com aquilo, percebi que preferia mais ir treinar do que fazer qualquer outra coisa.” A escolha pela rotina de atleta, ainda na adolescência, passou a influenciar suas decisões diárias.

 

Atualmente, a agenda é organizada para dar conta das responsabilidades dentro e fora de campo. “Eu acordo cedo, vou para a escola, almoço na escola, fico o dia todo e vou para o treino à noite. Chego no final da noite em casa.” A rotina extensa exige disciplina para conciliar estudos, convivência familiar e preparação física.

 

Entre as experiências que marcaram sua trajetória, ele destaca a participação nos Jogos do Instituto Federal. “Eu acho que os Jogos do Instituto Federal me marcaram, porque eu me superei por estar entre os oito melhores da cidade de Campo Grande. Para mim, foi uma honra.” O resultado, segundo ele, representou mais do que uma colocação: foi a confirmação de que poderia competir em alto nível dentro da sua faixa etária.

 

Apesar dos avanços, Carlos aponta obstáculos estruturais enfrentados por atletas de base no Estado. “A falta de apoio do nosso Estado em relação ao nosso futebol” é, para ele, uma das principais dificuldades. Ao ampliar a análise, reforça que o problema não é a ausência de talento. “Temos muito talento pelo MS, mas o que nos falta é apoio, porque nem todos nós temos condições financeiras para nos manter em um clube grande.”

 

A limitação financeira já interferiu diretamente em uma oportunidade concreta. “No ano passado eu iria para o Vila Nova, em Goiânia, fazer avaliação, mas por conta das condições financeiras e por ter sido tudo muito rápido, acabei não conseguindo ir.” A avaliação seria no Vila Nova Futebol Clube, de Goiânia. A viagem não aconteceu, mas o episódio reforçou a percepção de que, além do desempenho técnico, o caminho no futebol também depende de estrutura e recursos.

 

Dentro de campo, Carlos define seu estilo de forma objetiva. “Eu sou um atleta muito forte. Creio que o que me diferencia seja a minha força física.” A característica, segundo ele, é um dos pontos que procura potencializar nos treinos e nas partidas.

 

As referências também ajudam a sustentar o projeto de carreira. “Dentro de campo, minha maior referência sempre foi meu tio, que quase virou atleta profissional. Eu, por ser criança, acompanhava muito os jogos dele, e isso fez dele uma referência para mim.” Fora das quatro linhas, o suporte vem de casa. “Fora de campo, eu creio que meus pais.” O núcleo familiar aparece como base constante ao longo da trajetória.

 

Ao falar sobre o futuro, Carlos associa o sonho pessoal à responsabilidade com quem o apoia. “Meu maior sonho hoje no futebol é conseguir chegar a um time grande, poder ajudar minha família, que é meu principal apoio, e poder ajudar aqueles que têm esse mesmo sonho que o meu.” A meta de alcançar um clube de maior visibilidade está ligada não apenas à realização individual, mas também ao retorno à família e à possibilidade de servir de exemplo para outros jovens.

 

No cenário do futebol sul-mato-grossense, ele acredita que a base precisa de mais atenção. Para o atleta, políticas de incentivo e suporte financeiro poderiam ampliar as oportunidades para jogadores que enfrentam limitações fora de campo. “Nem todos nós temos condições financeiras para nos manter em um clube grande”, reforça.

 

Entre escola, treinos noturnos e competições locais, Carlos Eduardo segue construindo sua trajetória. A frase que escolheu para definir o momento atual sintetiza o que move seus dias: “Enquanto ainda tem vida, ainda tem sonhos e planos.”

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