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“Deus na frente de tudo. Se você quer, corre atrás até conquistar. Não é fácil, mas segue em frente.” A frase resume o momento vivido pelo jovem atleta de futsal Ryan de Souza Mendonça, nascido em 13 de agosto de 2006, em Cuiabá (MT), e atualmente atuando no Mato Grosso do Sul. Entre treinos, competições e críticas ao longo da trajetória, o jogador busca consolidar espaço no cenário esportivo e transformar o futsal em profissão.
Ryan conta que o contato com o esporte começou ainda na infância. Ele nasceu em Cuiabá e viveu na cidade até os quatro anos de idade. Segundo ele, a influência familiar foi decisiva para iniciar nas quadras. “Meus tios, por parte de mãe, jogavam no profissional quando eram mais novos. Eles me apresentaram ao treinador Jhon Lennons e, desde então, com quatro anos comecei a treinar na escolinha APAEFS”, relatou. A partir daí, passou a disputar campeonatos de base e evoluiu até alcançar o futsal adulto ainda jovem.
A experiência no adulto marcou uma virada na carreira. “Com 15 anos joguei meu primeiro campeonato adulto pela equipe da APAEFS”, afirmou. Para ele, foi justamente nesse momento que surgiu a percepção de que poderia competir em alto nível. “No momento em que comecei a jogar o adulto da escolinha da APAEFS”, disse ao lembrar quando passou a acreditar na possibilidade de seguir no esporte de forma mais profissional.
A trajetória também incluiu oportunidades fora do estado. Um convite para integrar a equipe ABL, no Paraná, surgiu por indicação de um amigo. “Meu amigo Elton Jhon me indicou para o presidente da equipe da ABL. Eles me contrataram para jogar no sub-20. Meu primeiro jogo pela equipe foi na Série Bronze do profissional. Depois subi para o profissional, onde joguei por um ano”, explicou. Em seguida, veio a transferência para o Juventude AG, de Dourados, onde atua atualmente. “Tive a oportunidade de jogar o Brasileiro de futsal pela equipe do Juventude. No final do ano vai fazer dois anos na equipe”, acrescentou.
Entre as conquistas pessoais, o atleta destaca justamente a participação em competições nacionais. “Minha maior conquista foi jogar o Brasileiro de futsal pela equipe do Juventude”, afirmou. Para ele, as experiências em campeonatos de maior visibilidade representam aprendizado e crescimento dentro da modalidade.
A caminhada, no entanto, não foi construída apenas com resultados positivos. Ryan relata que enfrentou críticas e questionamentos sobre a escolha profissional. “Muitas pessoas criticam. Há pessoas que dizem que não é trabalho jogar futsal, mas é meu sonho seguir. Sou novo, então vou continuar tentando”, afirmou. Segundo ele, o apoio familiar tem sido essencial para manter o foco. “Minha maior referência foram meus tios Diego e Thiago, que me incentivaram desde sempre. Minha mãe, meu pai Marcelo e minha mulher sempre estão ali. Tenho orgulho da minha família”, disse. O treinador Jhon Lennons também foi citado como figura importante na formação esportiva e pessoal. “Ele fez isso acontecer”, completou.
A rotina do atleta envolve treinamentos técnicos, físicos e atividades complementares. “Treino pela equipe do Juventude AG, faço academia duas vezes na semana e oito treinos táticos e físicos por semana. Também corro no parque com minha mulher”, contou. Para ele, a disciplina exigida pela modalidade vai além das quadras. “O que mudou na minha vida foi a responsabilidade que o futsal requer, não só como atleta, mas também como pessoa”, avaliou.
Sobre o cenário local, Ryan aponta avanços e desafios. “O futsal está crescendo cada vez mais em Dourados, mas gostaria que tivesse mais oportunidade para atletas que são bons na cidade. Falta visibilidade”, afirmou. Ele acredita que a ampliação de espaços e competições pode contribuir para o desenvolvimento de novos talentos na região.
Entre as metas, o jogador busca estabilidade e evolução dentro da modalidade. “Quero jogar muitas competições de alto nível e poder crescer, conquistar uma sustentabilidade financeira para minha família”, disse. Enquanto trabalha para alcançar novos objetivos, ele também deixa um recado para jovens que pretendem seguir carreira esportiva. “Se você quer, corre atrás até conquistar. Não é fácil, mas segue em frente”, concluiu.