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Ex-jogador relembra gol decisivo e desafios no exterior: ‘Pensei em desistir’

da redação - 2 de dez de 2025 às 16:03 81 Views 0 Comentários
Ex-jogador relembra gol decisivo e desafios no exterior: ‘Pensei em desistir’ Da Redação

Jorge Henrique da Silva, ex-jogador profissional de futsal nascido em 15 de julho de 1989, em Dourados, relembra a trajetória construída dentro e fora do país. Ele iniciou no esporte ainda na infância, quando passava as tardes na quadra municipal em frente à casa onde morava. “Comecei com 5 anos de idade. Em frente de casa tinha um ginásio municipal chamado Quadra do Rotary. Ali eu já dava meus primeiros passos jogando futebol”, recorda.

 

O interesse pela modalidade se manteve na adolescência e o desejo de seguir carreira se consolidou quando compreendeu que o futsal poderia ser seu caminho profissional. “Quando vamos crescendo, começamos a perceber o que queremos para a nossa vida. O futsal era o que eu mais almejava como profissão.”

 

Da prática diária em Fátima do Sul, Jorge alcançou clubes de diferentes regiões do Brasil e também da Europa. Ele cita experiências marcantes em Santa Catarina e, principalmente, durante a passagem pela Alemanha. Segundo ele, atuar no exterior ampliou sua visão sobre a modalidade. “Fora da Europa, o Futsal Irani foi o mais marcante, porque foi onde tudo começou e o clube que me lançou. Mas o Hertha Berlin, da Alemanha, foi o clube em que eu mais gostei de atuar.”

 

Entre as memórias da carreira, um jogo permanece como símbolo de superação dentro da quadra. Foi durante a Liga Catarinense, na primeira divisão. “O jogo mais especial foi contra Curitibanos. A gente precisava ganhar para seguir vivo na competição e eu fiz o gol que deu essa continuidade. Isso é marcante na minha carreira”, resume.

 

A passagem pela Alemanha e pela Espanha representou também o maior período de adaptação e dúvidas. O frio intenso e a distância de casa quase o fizeram recuar. “No começo, eu não sabia lidar com o frio na Alemanha. Cheguei a enfrentar -8°C. Ali eu pensei em desistir. Era longe de casa, eu conhecia apenas um brasileiro, a comida era diferente, o lugar era diferente. Mas sempre mantive a cabeça no que eu queria e tudo deu certo.” Ele lembra ainda do apoio recebido na época. “Tive apoio do técnico Ricardo Ferreira Rathe e do clube.”

 

A rotina de treinos e viagens, sobretudo na Europa, exigiu resistência. Jorge relembra que buscava desempenhar sua função da melhor maneira possível. O clima adverso foi um dos desafios constantes. “Os treinos nos frios rigorosos eram diferentes. No Brasil era tranquilo, mas na Europa foi tenso. Vencer o frio a cada dia, a cada treino e a cada viagem foi o que me fez querer ainda mais continuar no futsal.”

 

Ao avaliar o que aprendeu ao longo da carreira, o ex-jogador, que hoje mora em Fátima do Sul, é objetivo. “Reconhecimento é aprendizado”, afirma, destacando que as experiências vividas nos clubes moldaram sua forma de enxergar o esporte e a própria vida.

 

Jorge também analisa o cenário atual do futsal em Mato Grosso do Sul. Para ele, houve evolução em relação ao período em que iniciou a carreira profissional, ainda que o desenvolvimento do esporte no estado avance de maneira lenta. “Quando comecei a jogar profissionalmente era bem fraco. Hoje está um pouco melhor, mas continua esquecido, sem muito investimento.”

 

Embora não atue mais no futsal profissional, Jorge mantém presença ativa no ambiente da modalidade. “Hoje não jogo mais no profissional, mas jogo copas em São Paulo. Sempre estou no meio do futsal, jogando as copas e campeonatos do amador.”

 

Para os jovens sul-mato-grossenses que desejam seguir carreira, ele deixa um conselho baseado em sua própria trajetória. “Não desista do seu sonho. Se quiser seguir, terá que pagar um preço: família, amor, amigos. Mas tudo será por uma boa causa. Se entregue ao que você quer na sua vida e lute até o fim.”

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