Da Redação
Thallis Fonseca dos Santos nasceu em Mato Grosso do Sul e iniciou cedo sua trajetória no futebol. Ex-atleta profissional, acumulou passagens por competições importantes do calendário nacional antes de migrar definitivamente para o futevôlei, modalidade em que hoje atua como atleta, treinador e organizador de eventos. A transição, segundo ele, não foi apenas uma mudança de esporte, mas também de vida.
A formação esportiva de Thallis começou nas categorias de base. Ele foi campeão estadual sub-20 pelo 7 de Setembro, disputou duas edições da Copa São Paulo de Futebol Júnior e participou de um jogo da Copa do Brasil. Também conquistou o título do Campeonato Goiano da 2ª Divisão sub-20. O período marcou sua afirmação como atleta e abriu portas para o profissionalismo. Mesmo assim, alguns anos depois, ele tomou uma decisão que mudaria sua trajetória. “A paixão pelo esporte”, afirma, foi o principal motivo para deixar o futebol e iniciar no futevôlei.
A mudança exigiu esforço redobrado. Thallis explica que sua vida dependia do futebol e que isso tornou a transição desafiadora. “Eu vivia do futebol. Para poder viver do futevôlei, tive que treinar muito para ser reconhecido pelos meus alunos e começar a ganhar uma renda melhor”, conta. A adaptação, porém, não foi feita do zero. Ele reconhece que a vivência anterior contribuiu para acelerar o processo. “Algumas habilidades do futebol ajudaram demais”, resume.
A rotina atual é dividida entre treinos e aulas. “Hoje treino apenas segunda e quarta. Terça e quinta eu dou aulas”, explica. A carga de treinamento menor, se comparada ao período como jogador profissional, não diminui sua dedicação. Pelo contrário: agora, além de competir, ele carrega a responsabilidade de formar novos praticantes, ampliar a comunidade do esporte e fortalecer o futevôlei no interior do Estado.
Entre os objetivos que projeta para o futuro, Thallis cita um plano concreto: “Construir a Arena T10”. O projeto se conecta diretamente com o tipo de trabalho que ele desenvolve hoje, tanto como atleta quanto como promotor de eventos. Ele comenta que a visibilidade da modalidade está em ascensão. “A visibilidade tem crescido demais em MS e no Brasil. Só precisamos formar algum evento para expandir no nosso Estado”, avalia.
A experiência no futevôlei já proporcionou momentos que ele classifica como marcantes. “A primeira final que joguei em Chapadão do Sul. Perdi o primeiro set e ganhei os outros dois.” O jogo, para além do resultado, simboliza um ponto de virada: a confirmação de que a escolha por mudar de modalidade tinha dado certo.
Hoje, Thallis também se dedica à organização do T10, evento que se firmou como referência regional. “Faço o maior evento do Bolsão, chamado T10. Estamos na quinta etapa. O T10 reúne mais de 200 atletas em Chapadão do Sul.” A iniciativa ampliou sua atuação no esporte e criou um novo espaço de encontro e competição para jogadores de diferentes cidades.
Aos atletas que pensam em seguir o mesmo caminho que ele, Thallis deixa um conselho direto: “É uma boa ideia. Tenho três anos que larguei o futebol profissionalmente e nunca mais voltei.” A frase resume a convicção de quem encontrou um novo sentido no esporte e decidiu construir, com as próprias mãos, o ambiente em que deseja permanecer.