Da Redação
Aos 15 anos, Kauani Aparecida Souza já traça objetivos dentro do basquete e busca espaço em competições de maior nível. Natural de Paranaíba, Mato Grosso do Sul, a atleta começou a praticar a modalidade aos 12 anos, depois de ter o primeiro contato durante uma aula de educação física na escola.
Segundo Kauani, a aproximação com o basquete aconteceu de forma simples, mas foi suficiente para despertar o interesse pelo esporte. “O basquete entrou na minha vida com uma simples educação física e precisou de um único treino para fazer com que eu me apaixonasse por esse esporte”, conta.
O início, porém, não foi marcado apenas pela descoberta da modalidade. Kauani afirma que precisou lidar com inseguranças enquanto buscava acompanhar os treinamentos e desenvolver suas habilidades. “Os primeiros passos foram difíceis. Muitas vezes me senti mal por achar que eu estava atrasada ou até atrapalhando outras pessoas”, relembra.
Com o passar do tempo, a atleta passou a participar de competições e teve no torneio 25 de Janeiro, realizado em Estrela do Oeste, no interior de São Paulo, um dos momentos importantes de sua trajetória. De acordo com Kauani, a participação na competição contribuiu para que surgissem novas oportunidades no esporte.
“O campeonato que mais me marcou foi o 25 de Janeiro, que acontece em Estrela do Oeste, no interior de São Paulo. Ele abriu portas para que eu pudesse disputar um dos maiores campeonatos do Brasil, o Campeonato Paulista”, afirma.
A rotina da atleta também envolve os estudos. Kauani conta que costuma treinar durante a semana e aos fins de semana, buscando conciliar as atividades esportivas com a escola. Para ela, a formação escolar continua sendo parte importante da trajetória de quem pratica esporte.
“Eu costumo treinar de segunda a quarta e aos fins de semana. O esporte anda junto com a escola. Sem escola, não tem esporte, então eu tento conciliar os dois”, explica.
Dentro de quadra, Kauani atua como pivô e trabalha para ampliar os recursos do seu jogo. Entre os fundamentos que considera como características de seu estilo está o arremesso da zona morta. Ao mesmo tempo, ela busca melhorar os chutes de três pontos e sua atuação próxima à cesta.
“Uma das minhas principais características é minha bolinha na zona morta. Estou evoluindo para o chute de três e procuro cada vez mais evoluir meu jogo de pivô”, afirma.
Entre as referências da atleta está Kamilla Cardoso, jogadora brasileira que atua na posição de pivô. Kauani destaca principalmente a maneira como a atleta se movimenta e atua dentro do garrafão.
“Eu admiro de coração a Kamilla Cardoso, o jogo que ela faz dentro do garrafão”, diz.
A trajetória no esporte também foi marcada por uma lesão. Kauani sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo justamente no período em que disputaria os campeonatos estaduais. Mesmo sem estar totalmente recuperada, decidiu participar da competição, mas reconhece que o problema físico interferiu em seu desempenho.
“Uma das maiores dificuldades até hoje foi uma lesão que eu tive no tornozelo esquerdo. Foi bem na época em que eu iria disputar os estaduais. Como eu sou teimosa, fui lesionada mesmo e não tive um bom desempenho. Porém, meus familiares me ajudaram na recuperação”, relata.
Depois da experiência, a atleta mantém os planos de continuar avançando no basquete. Entre os objetivos mais próximos está a busca por uma convocação para a seleção de Mato Grosso do Sul e a conquista do reconhecimento como melhor pivô.
“Eu amo representar Mato Grosso do Sul. A minha meta atualmente é ir para a seleção do Estado e ganhar o título de melhor pivô”, afirma.
Os planos de Kauani também incluem oportunidades fora do Estado e do país. A atleta projeta chegar à seleção brasileira e, posteriormente, disputar competições no exterior.
“Os próximos objetivos são ser seleção brasileira, ser convocada e ir jogar para fora do país”, diz.
Para outras meninas que estão começando no basquete, Kauani deixa uma mensagem baseada na própria experiência. A atleta afirma que o mais importante é não ter medo de iniciar e seguir praticando a modalidade.
“Eu diria para irem sem medo, porque é um dos esportes mais emocionantes que existem, e eu faria mil vezes sem pensar”, declara.