Da Redação
“Meu objetivo é conseguir tirar minha mãe da dificuldade.” A frase resume o que move o jovem atleta de futsal Pablo Paes Silva, nascido em 5 de janeiro de 2009, no município de Cassilândia, em Mato Grosso do Sul. Ainda no início da trajetória esportiva, ele já associa o desempenho dentro de quadra a uma meta pessoal fora dela.
O contato com o futsal começou cedo, mas ganhou outro significado ao longo do tempo. “Comecei porque vi esse esporte com outros olhos, e o que me motiva até hoje é minha família, mas principalmente minha mãe. Ela me proporciona tudo que eu tenho e sei até hoje”, afirmou.
A relação com a família aparece como base da sua formação, tanto pessoal quanto esportiva. Ao mesmo tempo em que reconhece o apoio, Pablo também relata as dificuldades enfrentadas em casa como um dos principais desafios. “A maior dificuldade foi quando vejo minha mãe passando dificuldades”, disse.
Dentro de quadra, ele se define por características que considera determinantes no seu estilo de jogo. “Percebi que poderia me destacar porque sou muito decisivo e competitivo”, explicou. A confiança no próprio desempenho está ligada à forma como encara os treinos e a evolução constante.
A rotina é marcada pela frequência. “Treino todos os dias da semana e busco melhorar tecnicamente”, contou. O foco, segundo ele, está no aprimoramento contínuo, sem abrir espaço para interrupções no processo.
Entre os momentos já vividos no esporte, um em especial ficou marcado. “O momento mais marcante da minha vida foi quando precisaram de mim e eu estava lá”, relatou, ao destacar situações em que foi chamado a assumir responsabilidade dentro da equipe.
Representar Mato Grosso do Sul também faz parte da sua experiência, embora ele reconheça o peso dessa responsabilidade. “É sacrificante representar Mato Grosso do Sul”, afirmou, indicando o nível de exigência envolvido nas competições.
Fora das quadras, o futsal também exerce influência direta na sua formação. “O futsal me ensinou e me deu muita disciplina dentro e fora de quadra”, disse. A prática esportiva, nesse contexto, aparece como um instrumento de organização pessoal e construção de rotina.
Com objetivos definidos, Pablo mantém o foco no que considera essencial para alcançar resultados. Ao falar com outros jovens que pretendem seguir no esporte, ele aponta o caminho que considera necessário. “O conselho que eu deixo é treinar, porque sem isso não chega em lugar nenhum. Pode ser habilidoso, mas se não tiver vontade de vencer, não vai a lugar nenhum”, afirmou.