Da Redação
"Nossos pais são guerreiros fazendo rifas de pastéis, pizzas e tudo o que podem para que possamos realizar nossos sonhos." A frase resume a caminhada do jovem atleta José Antônio Lipu Dervalho no futebol. Mais do que os treinamentos e as competições, a trajetória do jogador é marcada pelo apoio da família e pelo esforço coletivo para que ele e outros atletas de Mato Grosso do Sul possam continuar perseguindo o objetivo de construir uma carreira no esporte.
Criado em um ambiente onde o futebol sempre esteve presente, José Antônio afirma que a paixão pela modalidade nasceu dentro de casa. O principal exemplo veio do pai, que também construiu sua história nos gramados.
"Desde pequeno fui criado no meio do futebol. Meu pai foi um ótimo jogador e ainda joga. Sua posição é volante e meio-campista. Ele sempre foi meu exemplo de inspiração."
A convivência diária com o esporte fez com que o interesse pelo futebol surgisse naturalmente. Ainda na infância, outro integrante da família teve papel importante em sua formação. O tio fundou uma escolinha de futebol e futsal, ambiente onde José Antônio deu os primeiros passos como atleta e teve contato com fundamentos que, segundo ele, vão além da parte técnica.
"No decorrer desse processo, meu tio montou uma escolinha de futebol e futsal. Foi ali que comecei a aprender os fundamentos básicos do futebol. Além da parte técnica, ele ensinou a mim e às outras crianças valores como pontualidade, disciplina, conduta e comportamento."
Os ensinamentos adquiridos nesse período passaram a fazer parte da rotina do jovem atleta e serviram como base para as etapas seguintes de sua formação. Depois da escolinha, José Antônio ingressou na equipe da SEDUC, experiência que considera um momento importante de sua trajetória esportiva.
"Depois fui para a SEDUC, onde dei um passo importante na minha trajetória no futebol."
Na sequência, ele passou a integrar a escolinha Meninos de Ouro, voltada ao futsal, e também destacou a importância da Escola Estadual Professora Dóris Mendes Trindade, onde encontrou suporte para seguir se desenvolvendo dentro da modalidade.
"Depois fui para a escolinha Meninos de Ouro, onde treinei futsal. A Escola Dóris me deu alicerce para continuar minha caminhada."
Ao longo da formação, José Antônio percebeu que a realidade enfrentada por muitos atletas sul-mato-grossenses exige esforço que vai além dos treinamentos. Segundo ele, a falta de apoio faz com que famílias assumam a responsabilidade de custear viagens, competições e demais despesas necessárias para que os jovens permaneçam no esporte.
"Infelizmente, não temos ajuda da Federação de Mato Grosso do Sul. Nossos pais são guerreiros, fazem rifas de pastéis, pizzas e outras ações para que possamos realizar nossos sonhos."