Da Redação
A trajetória de Murilo César Rodrigues Galvão no futebol começou cedo, ainda na infância, e seguiu um caminho comum a muitos jovens atletas de Mato Grosso do Sul: o sonho, a dedicação diária e os desafios fora de campo. “Comecei desde os meus seis anos de idade a jogar futebol. No começo era mais por diversão, aí com o tempo fui levando mais a sério, podendo disputar campeonatos, sempre com o incentivo da família e de alguns amigos”, relata o jovem de Campo Grande.
Com o passar dos anos, os torneios disputados e o desempenho dentro de campo reforçaram a ideia de que o futebol poderia ser mais do que uma brincadeira. Segundo ele, os campeonatos foram determinantes para esse entendimento. “Sempre nos campeonatos eu era destaque da equipe, fui ganhando mais conhecimento, e minha mãe, como sempre, me apoiava no futebol. Aí eu quis isso pra minha vida, como o sonho de toda criança, que é ser jogador profissional.”
Apesar da evolução como atleta, Murilo aponta que o principal obstáculo não esteve ligado à rotina de treinos ou à falta de dedicação, mas à forma como os jogadores são vistos no Estado. “Não diria dificuldade, mas sim não ser valorizado dentro de Mato Grosso do Sul como deveria ser. Mesmo assim, eu sempre fazia esforço para ir aos treinos e aos jogos”, afirma.
A crítica se torna mais direta quando ele fala sobre as oportunidades oferecidas aos jovens atletas locais. Para Murilo, há um problema estrutural que vai além do talento. “Um menino que sonha em se tornar jogador profissional aqui no nosso estado está ferrado, pelo fato de os treinadores das equipes não darem oportunidades, não levarem para fazer testes, prometerem e não cumprirem com a palavra”, diz.
Ao longo da formação, algumas figuras foram fundamentais para que ele seguisse no futebol. Murilo faz questão de citar os treinadores que marcaram sua caminhada. “Tive três treinadores que foram como pais pra mim: o professor Henrique, o Jorge e o Toninho Mussi. Agradeço sempre a Deus por ter colocado eles na minha vida, porque de fato me ajudaram muito no meu desenvolvimento”, destaca.
Dentro de campo, a carreira já acumulou experiências importantes. Entre elas, competições de base e atuações no futebol profissional. “O momento mais marcante foi poder jogar duas Copinhas, pelo ABC e pelo Operário de Caarapó, poder jogar profissionalmente, ser campeão estadual sub-20 e jogar uma Copa do Brasil”, relembra.
As experiências vividas reforçaram a visão crítica que Murilo tem hoje sobre o ambiente do futebol. Ao falar com outros jovens que sonham em seguir o mesmo caminho, ele prefere deixar um recado direto, baseado no que vivenciou. “Eu diria para eles não desistirem do futebol, porque em algum momento podem realizar o sonho deles. Mas precisam procurar pessoas que queiram o mesmo que eles, e não pessoas que só querem o dinheiro do atleta, usando mentiras.”
Além dos treinadores e da família, Murilo também reconhece o apoio recebido fora do campo técnico. Ele faz questão de agradecer a um grupo específico que esteve presente em sua trajetória. “Queria agradecer um grupo que me ajudou muito, o nome dele é UFDG, que sempre acreditou em mim”, finaliza.