Da Redação
Aos 15 anos, Otávio Emanuel Rodrigues Ferreira de Melo, mais conhecido como Tavin, já acumula experiências marcantes no vôlei, tanto na quadra quanto na areia. Nascido em Campo Grande em 13 de outubro de 2009, ele começou a praticar vôlei há apenas dois anos, no time de sua escola, mas rapidamente expandiu os treinos para equipes como Pezão, CT Calepes e Campo Grande Vôlei.
No início de 2025, Tavin foi apresentado ao vôlei de praia por um amigo. O convite para experimentar a modalidade veio acompanhado da possibilidade de treinar no CT Calepes, um dos principais centros do esporte no estado. Ele aceitou o desafio e descobriu uma nova forma de viver o vôlei. “Eu conheci o vôlei de praia no começo desse ano. Um amigo meu que também joga pelo CT Calepes me apresentou e me disse para começar a treinar. Aí eu comecei e fui treinando junto com os atletas”, relembra.
Poucos meses depois, ele já estava competindo. “Após um tempo treinando eu tive a oportunidade de jogar a 2ª etapa estadual e, após ela, treinei para a 3ª. Ganhando experiência e pegando mais o jeito, hoje eu sinto que melhorei muito e consigo ver uma diferença enorme de quando comecei.”
Para ele, a principal diferença entre a quadra e a areia está na forma como encara as responsabilidades em jogo. “O que mais me atrai no vôlei de praia em comparação com o vôlei de quadra é o sentimento que eu tenho de poder depender mais de mim mesmo e não de um time completo.” Essa sensação de autonomia tem guiado sua dedicação e fortalecido sua confiança dentro das competições.
O processo de adaptação ao novo ambiente esportivo não foi simples. Tavin destaca que precisou enfrentar momentos de pressão em seletivas e competições. “Os meus maiores desafios foram as seletivas que eu fiz, competições e principalmente a busca por aprovação”, resume.
Apesar das dificuldades, ele enxerga valor em cada oportunidade de estar em quadra ou na areia com atletas mais experientes. “A minha maior conquista que eu considero é poder jogar ao lado ou contra alguns jogadores que eu considerava muito melhores do que eu.” Essas experiências o ajudaram a amadurecer, especialmente durante a sua primeira competição estadual, lembrada por ele como um divisor de águas. “O meu primeiro estadual foi o que me fez amadurecer mais no esporte e melhorar.”
A rotina do jovem é intensa e organizada entre treinos de areia, quadra e preparação física. “Segunda, quarta e sexta eu treino vôlei de praia das 16h às 18h e sempre que posso faço físico. Segunda e quarta, após o treino de vôlei de praia, eu vou para o treino de quadra das 19h até 21h. Terça e quinta eu participo do treinamento da minha escola das 15h40 até 17h30 e depois faço físico. Sábado e domingo, quando consigo, eu treino no CT Calepes ou vou jogar vôlei de praia em lugares diferentes.”
Dentro de quadra ou na areia, a parceria também é parte essencial da caminhada. Tavin explica que ele e seu companheiro mantêm uma relação de exigência e confiança. “Dentro de quadra nós costumamos nos cobrar bastante e sempre exigimos o melhor um do outro. Fora de quadra somos quase irmãos.”
Entre as referências que busca no esporte, Tavin cita um nome conhecido do cenário nacional e internacional. “Quem mais me inspira no vôlei de praia é o jogador Evandro, pelo seu estilo de jogo mais ofensivo.”
Olhar para o futuro é parte de sua rotina tanto quanto os treinos. Ele tem clareza sobre o que deseja nos próximos passos como atleta. “Com certeza fazer meu máximo para melhorar e continuar no foco para subir de patamar”, afirma.
Aos jovens que sonham em seguir no esporte, ele reforça a importância da disciplina e da dedicação. “Que dêem seu melhor e treinem muito para continuar no esporte e criarem ótimas oportunidades.”