Da Redação
“Eu tive que ir atrás de treinar, evoluir sozinho e buscando peneiras para conseguir estar em um time.” A frase do jovem Pedro Isaac Umburana Honorio resume um caminho que mistura iniciativa própria, mudanças e adaptação para seguir no esporte. Natural de Nova Andradina (MS), nascido em 22 de maio de 2009, ele constrói sua trajetória entre o futebol e o futsal, com decisões recentes que indicam um novo momento na carreira.
Pedro conta que o futebol entrou em sua vida ainda na infância, em 2015. Anos depois, em 2023, foi a vez do futsal ganhar espaço em sua rotina. Hoje, é na quadra que ele se sente mais confortável. “No futsal eu me sinto mais à vontade, porque tive mais oportunidades e me encaixei melhor”, afirma.
O início no futsal, segundo ele, também tem relação direta com pessoas que contribuíram em sua formação. Pedro faz questão de destacar quem esteve presente nesse processo. “Sou grato ao professor Júnior Zanqueta, de Nova Andradina, que me ensinou e apresentou o futsal na minha vida”, relata.
A mudança de modalidade está diretamente ligada às oportunidades encontradas. Segundo o atleta, o caminho dentro do esporte em Mato Grosso do Sul apresentou obstáculos, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de jovens jogadores. “O esporte de Mato Grosso do Sul é um estado em que os times priorizam ganhar nome e não evoluir os seus atletas. Isso dificulta muito”, diz. Diante desse cenário, ele relata que precisou buscar alternativas por conta própria. “Eu tive que ir atrás de treinar, evoluir sozinho e buscar peneiras para conseguir estar em um time.”
Entre os desafios enfrentados, Pedro destaca a participação nos Jogos da Juventude de Mato Grosso do Sul (Jojums), competição escolar que marcou sua trajetória recente. “Meus maiores desafios foram o Jojums. Ficamos em terceiro colocado”, conta. Ele também relembra a campanha que garantiu esse resultado. “O Jojums, conseguindo o acesso, jogando a semifinal e o terceiro lugar”, completa, ao citar o momento como um dos mais marcantes até aqui.
Apesar da sequência no esporte, houve um período de interrupção. Em 2025, Pedro chegou a considerar desistir da carreira. A decisão mudou após surgir uma oportunidade fora do estado. “Esse ano de 2025 eu já tinha desistido, até receber uma oportunidade aqui no Paraná, no time do Ibiporã Futsal”, relata. A mudança de ambiente representa uma tentativa de continuidade no esporte em um contexto diferente daquele que enfrentava anteriormente.
A rotina do atleta também reflete o compromisso com a carreira. Ele concilia os estudos com os treinamentos diários. “De manhã, escola particular com bolsa atleta. À tarde, treino e academia”, descreve. A organização do dia a dia mostra uma divisão clara entre a formação educacional e o desenvolvimento esportivo.
Fora das quadras, Pedro aponta a família como principal referência. “Minhas maiores referências são meus pais, eu tenho que dar orgulho a eles”, afirma. O vínculo familiar aparece como elemento central na motivação para seguir treinando e buscando espaço no esporte.
Ao falar sobre objetivos, ele mantém o foco no crescimento pessoal e no impacto que deseja causar. “Procuro evoluir, ser inspiração para todos e dar orgulho aos meus pais e familiares”, diz. A fala indica uma perspectiva que vai além dos resultados esportivos imediatos.
Para outros jovens que pretendem seguir no futebol ou no futsal, Pedro reforça a importância da persistência. “Eu aconselho que corram atrás dos seus sonhos, independente da situação, e deem orgulho para as pessoas que amam”, afirma.