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Do projeto social às quadras nacionais: a trajetória de José Wanderlan no futsal

da redação - 15 de set de 2025 às 15:55 77 Views 0 Comentários
Do projeto social às quadras nacionais: a trajetória de José Wanderlan no futsal Da Redação

“Meu primeiro campeonato foi barca demais, só perdíamos de 11 a 0, até 20 a 2 já tomei quando era moleque, mas sempre com alegria para jogar, e tristeza, raiva quando perdia.” A lembrança de José Wanderlan da Silva Pereira, jovem atleta de futsal e futebol nascido em Campo Grande no dia 24 de agosto de 2006, mostra como a relação dele com o esporte foi construída desde cedo, entre derrotas duras e aprendizados que se transformaram em motivação.

 

Hoje, aos 19 anos, Wanderlan enxerga no futsal não apenas uma prática esportiva, mas também um espaço de evolução pessoal e de transmissão de conhecimento. Ele conta que o que o move diariamente é a possibilidade de ajudar outros garotos que estão começando. “O que me motiva a jogar é saber que hoje em dia eu consigo ajudar uns moleques que estão começando a jogar, e não posso esquecer da minha mulher que todo dia me motiva a não desistir.”

 

A história com o futsal começou cedo, aos sete anos de idade, em um projeto social comandado por Valtinho, já falecido. O início, segundo o atleta, não tinha pretensões de competição, mas acabou se tornando o ponto de partida para uma relação que nunca mais se encerrou. “Comecei a jogar com 7 anos de idade, no projeto do falecido Valtinho. Lá era mais por brincadeira, mas desde lá já comecei a me apaixonar pelo futsal”, relembra.

 

Além da família, que ele considera fundamental em sua trajetória, Wanderlan encontrou apoio em treinadores e amigos que foram referência. “Tirando meus pais, que são uma peça essencial na minha vida e foram no meu começo, quem mais me incentivou foi o professor Cafu e o Célio. Quem sempre me apoiou, quem me ensinou as malícias do futsal, como marcar, driblar, observar o jogo, foi o Wendler (Carneiro), grande amigo desde a infância. Hoje em dia agradeço demais ele e o Cafu por cada puxão de orelha, pois isso me ajudou a evoluir.”

 

O jovem atleta também precisou conciliar o esporte com os estudos. Ele conta que, quando ainda estava na escola, a rotina exigia mudanças na vida escolar para que pudesse seguir competindo. “Quando eu estudava, me mudei para o período da noite para poder jogar, e minha escola me apoiava muito. Deixava eu fazer prova depois, as atividades fazia online, mas era bem puxado.”

 

Essa fase de esforço duplo acabou se tornando um dos desafios mais marcantes na vida dele, que hoje se dedica integralmente à carreira esportiva.

 

Entre os principais momentos já vividos dentro do esporte, Wanderlan cita dois campeonatos que ampliaram sua visão sobre a modalidade. “Ir para a Taça Brasil em Recife e jogar os regionais em São Paulo pelo Presidente Prudente” são, para ele, recordações que reforçam o caminho trilhado até aqui.

 

No futsal, ele costuma atuar como fixo ou ala, funções que exigem disciplina defensiva, leitura de jogo e movimentação constante. São características que também refletem o estilo de jogo dos atletas que ele considera inspiração. “Meus maiores ídolos são Rodrigo Capita, Pito e o Falcão.”

 

O futuro, segundo ele, é dividido em metas de curto e médio prazo. “Esse ano é ser campeão do Estadual adulto e do sub-20. Nos próximos anos é poder jogar, quem sabe, outra Taça Brasil e um Brasileiro. E quem sabe conseguir ir para algum time atuar profissionalmente.”

 

Com a experiência acumulada desde os sete anos, Wanderlan também busca repassar aquilo que aprendeu ao longo da trajetória. Quando questionado sobre o que diria a outros jovens que sonham em seguir pelo mesmo caminho, ele destaca duas palavras: disciplina e determinação. “Foco e disciplina, isso no futsal ajuda demais. Para quem quer jogar futsal um dia profissionalmente, tem que ter determinação e nunca desistir.”

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