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Do jockey ao laço comprido: a trajetória de Léo Darnizot em Mato Grosso do Sul

da redação - 3 de out de 2025 às 14:58 189 Views 0 Comentários
Do jockey ao laço comprido: a trajetória de Léo Darnizot em Mato Grosso do Sul Da Redação

“Antes era só uma diversão, hoje virou profissão. Eu e outras várias pessoas tiram o sustento praticando esse esporte que cresce cada vez mais no Brasil”. É assim que o laçador sul-mato-grossense Leandro Darnizot dos Santos, mais conhecido como Léo Darnizot, resume a transformação do laço comprido, modalidade que tem se consolidado não apenas como tradição, mas também como meio de vida para muitos competidores.

 

Natural de Aquidauana, Léo cresceu em contato com cavalos. A ligação com os animais começou cedo, quando ainda atuava como jockey. “Eu era jockey, cresci mexendo e cuidando de cavalos, até que um dia um primo meu laçava e eu me interessei e comecei”, relembra. A transição, no entanto, não foi simples. “Não foi fácil, porque ninguém da minha família praticava o laço comprido. Então, para mim, que não sabia nada sobre o laço, foi bastante difícil no começo. Mas fui pegando amizade com pessoas que já praticavam e, de alguma forma, foram me ajudando. E, claro, meus pais me deram todo apoio que puderam”.

 

O esporte, que no passado era visto como uma atividade de lazer, hoje possui estrutura de competições e movimenta uma cadeia econômica. Para participar, explica o atleta, é necessário contar com patrocínio e apoio. “Já passei por várias dificuldades para chegar aonde estou hoje. Hoje a gente precisa de um patrão que nos confia e investe na gente, porque sem eles é impossível ir a uma prova de laço comprido”.

 

Atualmente, Léo participa do Circuito de Laço Comprido (CLC), onde representa a Agropecuária Santa Helena, de propriedade do Sr. Nego Alegrete. Além disso, integra a Federação de Mato Grosso do Sul, pela qual neste ano representa a cidade de Maracaju. A rotina de preparação é intensa. “O treinamento é semanal, de três a quatro vezes na semana, para estar sempre procurando melhorar o desempenho nas provas”, relata.

 

Os resultados dessa dedicação já apareceram em diferentes competições. “Já fui campeão na categoria Capitão dentro do CLC. Em equipe, já me consagrei campeão da Taça de Ouro, entre outras categorias. Na Federação, já me consagrei campeão individual e também em taças de ouro e prata, além de outras premiações em dinheiro”, enumera.

 

O laço comprido, segundo o atleta, é também uma porta de entrada para crianças e jovens no esporte equestre. “Hoje é o esporte que mais traz crianças e o amor pelo cavalo. É um esporte que traz muitas crianças que já são conhecidas em todo o estado”.

 

A diversidade de estilos é outro aspecto que, para Léo, caracteriza a modalidade. “Hoje não há nenhum laçador igual ao outro. Cada um tem sua técnica e seu estilo para laçar”, explica. Essa relação com o animal, ressalta, é essencial. “Acho que todo esporte que traz animais tem a mesma relação, porque é o amor pelo cavalo, pelo boi e pelo esporte que você se dedica para ser cada vez melhor”.

 

Mais do que títulos, Léo Darnizot acredita que a trajetória no laço comprido pode deixar um legado. “Eu acho que tudo que a gente almeja praticando o laço comprido é ser reconhecido e inspiração para as crianças que estão querendo começar”.

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