Da Redação
Leandro Antonio Aguero dos Santos, de 17 anos, encontrou no voleibol um caminho que nasceu de influências próximas e se transformou em projeto de vida. Morador de Mato Grosso do Sul, ele iniciou no esporte em 2023 e, desde então, tenta conciliar estudos, treinos e o desejo de evoluir. “Eu comecei a jogar vôlei no ano de 2023 com influência dos meus amigos e parentes”, afirma. A família, segundo ele, segue como base e motivação. “O que mais me motiva é provar para mim mesmo que eu consigo, e quero continuar porque não é um sonho só meu. Também é da minha família.”
Entre os episódios que marcaram sua trajetória até aqui, Leandro cita o Jojums de 2024 como ponto de virada. A equipe não conseguiu chegar ao pódio, mas o resultado passou a servir como impulso. “Foi o momento mais marcante. Infelizmente não almejamos o pódio, mas é uma parte que até hoje me motiva a continuar e sempre querer melhorar.” O torneio também o fez encarar de frente os desafios que se repetem na rotina: “Os desafios são constantes, como a falta de confiança, problemas no joelho e o desânimo para treinar.”
A firmeza para continuar surgiu com disciplina e rotina ajustada, mesmo diante da carga escolar. “Acordo todos os dias cedo para ir para a escola. Como estudo período integral, fico até 15h30. Saio e vou direto para casa fazer treinos de fortalecimento, na academia, e logo vou para o treino.” Os treinos formais acontecem três vezes por semana, mas os dias livres também têm espaço para prática. “Quando não tem treino, eu jogo vôlei de praia, que me ajuda muito com a resistência.”
A mãe é figura central no processo. “Minha maior motivação sempre foi a minha família, que acredita que eu posso alcançar meu sonho. Minha mãe é quem mais me motiva, porque quero mostrar que o apoio dela não vai ser em vão.” Leandro diz que desistir não está entre suas possibilidades. “Para mim, desistir não é opção.”
Antes dos jogos, o jovem segue rituais simples que o ajudam a manter o foco. “Eu costumo escutar músicas que me acalmam e sempre entrar com o pé direito em quadra, acompanhado de uma oração.” No saque, ele mantém uma ação repetida. “Tenho o hábito de, toda vez que for sacar, girar a bola com as duas mãos e parar antes de lançar.”
Quando observa o cenário esportivo do Estado, Leandro destaca o potencial do voleibol local, mas vê dificuldades estruturais e de oportunidades. “O Mato Grosso do Sul tem grande potencial para posições internacionais, e o aumento de atletas desencadeia várias oportunidades. Porém, apenas a recomendação acaba se tornando um desafio, porque pode ter alguém que não faz metade do que você faz, mas está lá competindo.” A fala expõe a percepção de que o mérito nem sempre é determinante no processo de seleção, algo comum em modalidades coletivas e em categorias de base.
O plano principal de Leandro é seguir no esporte até alcançar uma vaga em clube. “Meu objetivo é continuar com o vôlei até realizar meu sonho, que é entrar em algum clube.” Caso isso não aconteça, ele já considera outros caminhos profissionais ligados, direta ou indiretamente, à sua rotina atual. “Se não conseguir, vou cursar Educação Física, porque não quero sair do esporte, ou Engenharia Civil, que sempre foi meu sonho.”
Ele também deixa uma mensagem aos jovens que iniciam no voleibol ou em qualquer modalidade. Uma reflexão que, segundo ele, guia sua própria caminhada. “Não desista porque alguém disse que você não vai conseguir. Ser atleta é enfrentar críticas e ter disputas consigo mesmo, mas nunca pense em desistir. Sempre mantenha o pé no chão e entregue tudo na mão de Deus. Ele não dá um sonho se você não é capaz de alcançá-lo.”