Da Redação
Rosalina Maria dos Santos encontrou na corrida de rua um novo sentido para a vida. Aos 61 anos, ela lembra que tudo começou em 2018, quando decidiu dar um basta ao sedentarismo. “Iniciei na corrida movida pelo desejo de sair do sedentarismo e buscar mais qualidade de vida. No começo, minha meta era apenas cuidar da saúde, mas a corrida acabou me transformando completamente. Hoje posso dizer, com orgulho, que me tornei uma nova pessoa.”
Natural de Pirajuí, no interior de São Paulo, Rosalina construiu em Mato Grosso do Sul uma trajetória marcada por superação e constância. Mesmo começando a correr já na vida adulta, ela logo descobriu que a corrida ia muito além de uma prática física. Tornou-se um estilo de vida. “Cada linha de chegada representa um pedacinho da minha história e uma prova de que a persistência sempre vale a pena”, afirma.
A maratonista relembra com emoção algumas das experiências mais marcantes que viveu desde que começou a participar das provas. Uma delas foi a Maratona de Campo Grande, evento que, segundo ela, ficará para sempre na memória. “Foi uma experiência que me encheu de emoção e orgulho.” Desde então, ela acumula resultados expressivos: “Até hoje já completei 22 meias maratonas e realizei minha primeira corrida internacional, algo que jamais imaginei alcançar quando comecei.”
Além das conquistas pessoais, a corredora destaca as relações que construiu ao longo do caminho. “Guardo com muito carinho as amizades que construí nesses anos — pessoas que se tornaram parte da minha vida e que dividem comigo cada conquista e desafio.” Para Rosalina, a corrida também é um espaço de convivência e de partilha, onde cada atleta entende o esforço e a entrega do outro.
Sua trajetória teve início com o apoio da professora Suzane Pinheiro, que apresentou os primeiros passos no esporte. “Minha caminhada começou com o incentivo da professora Suzane, que me apresentou esse mundo e acreditou no meu potencial.” Atualmente, Rosalina segue um planejamento estruturado de treinos, com acompanhamento profissional. “Hoje sigo um treinamento personalizado com o meu treinador Rafael Galvão e com a orientação da minha nutricionista, que são fundamentais para que eu mantenha o equilíbrio entre corpo e mente.”
Essa rotina de treinos exige disciplina, mas também investimento. Rosalina reconhece que o custo é um dos maiores desafios enfrentados por quem leva a corrida a sério. “O que considero mais difícil na corrida é o custo — participar de provas, manter equipamentos e viagens exige esforço financeiro. Mesmo assim, sigo firme, pois a paixão pelo esporte é muito maior do que qualquer obstáculo.”
Os desafios, no entanto, não diminuem o entusiasmo de quem já coleciona dezenas de medalhas e quilômetros de histórias. Ao contrário, servem como combustível para continuar em busca de novos objetivos. E eles são ambiciosos. “Tenho dois grandes sonhos que ainda quero realizar: correr a São Silvestre e completar uma ultramaratona. Sei que, com dedicação e fé, esses objetivos vão se tornar realidade.”
Rosalina enxerga na corrida um símbolo de superação, especialmente para quem acredita que a idade pode ser um limite. Ela é a prova de que o recomeço pode acontecer em qualquer fase da vida. “A corrida representa vida, força e superação. Ela me ensinou a acreditar em mim mesma e a entender que nunca é tarde para recomeçar.”
O exemplo de persistência da corredora também serve de inspiração para quem deseja iniciar no esporte, mas ainda não deu o primeiro passo. Ela faz questão de deixar uma mensagem direta aos iniciantes: “Procure um profissional para orientar seus primeiros passos, tenha paciência e não desista jamais. Cada treino, cada gota de suor e cada conquista valem a pena. A corrida transforma — e eu sou a prova disso.”
Mais do que provas, resultados ou medalhas, o que move Rosalina é o sentimento de transformação pessoal. A corrida, que começou como um simples hábito para melhorar a saúde, tornou-se uma jornada de autoconhecimento, disciplina e fé. “A cada treino, percebo que sou capaz de mais do que imaginava. A corrida me mostra, todos os dias, que a vida é feita de superações.”
Com 22 meias maratonas no currículo e o desejo de cruzar ainda muitas linhas de chegada, Rosalina segue firme, acumulando histórias e inspirando outras pessoas a acreditarem que nunca é tarde para começar. Em suas palavras, “a corrida é muito mais do que movimento — é uma forma de viver.”