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De espectador a campeão: piloto de Aquidauana projeta nova conquista em 2026

da redação - 5 de mai de 2026 às 14:31 39 Views 0 Comentários
De espectador a campeão: piloto de Aquidauana projeta nova conquista em 2026 Da Redação

“Vejo isso como uma motivação para continuar e nunca desistir.” A frase resume a forma como o jovem piloto André Luiz Junior Pinheiro Meira, de 16 anos, encara os desafios do velocross em Aquidauana. Entre custos elevados, rotina de treinos e a pressão das competições, ele constrói sua trajetória no esporte com metas bem definidas e apoio familiar.

 

Nascido em 14 de fevereiro de 2009, em Aquidauana, André teve contato com o velocross ainda na infância. “Desde pequeno eu assistia às corridas em Aquidauana e eu sempre queria correr também”, relembra. O interesse, que começou como admiração à beira das pistas, ganhou forma com o incentivo dentro de casa. “Meus pais me motivaram a correr nesse esporte que gosto muito”, afirma.

 

O início, no entanto, não foi simples. Assim como ocorre com muitos atletas do interior, a falta de estrutura foi um dos principais obstáculos. “Falta de equipamentos e patrocínio para ajudar a competir, porque é um gasto um pouco alto”, relata. A realidade financeira ainda é um dos pontos mais sensíveis para quem tenta se firmar no velocross, especialmente longe dos grandes centros.

 

Mesmo diante das dificuldades, André mantém uma rotina voltada à preparação. Ele destaca que a base do desempenho começa fora das pistas. “Se alimentando bem, comendo frutas, fazendo academia e caminhando bastante”, descreve ao falar sobre os cuidados físicos necessários para competir em alto nível. A disciplina faz parte do processo de evolução, sobretudo em uma modalidade que exige resistência, força e controle.

 

Entre as conquistas já alcançadas, um momento específico é apontado como o mais importante até agora. “Foi ser campeão em 2024 em Aquidauana”, diz. O resultado, além do título, representou a consolidação de um objetivo construído desde a infância, justamente na cidade onde teve o primeiro contato com o esporte.

 

Antes de cada prova, o piloto relata que o aspecto emocional também entra em jogo. “Muito nervosismo, concentração e pensando em fazer uma boa prova para não cometer nenhum erro”, afirma sobre os instantes que antecedem a largada. A combinação entre ansiedade e foco é parte da rotina competitiva e influencia diretamente no desempenho.

 

Ao analisar o cenário do velocross em Mato Grosso do Sul, André avalia que o esporte vive um momento positivo. “Está sendo muito bom, tem diversas corridas e isso gera mais pilotos”, comenta. Para ele, o aumento no número de eventos contribui para o crescimento da modalidade e amplia as oportunidades para novos competidores.

 

Apesar disso, as dificuldades logísticas continuam sendo um desafio frequente. “Fica caro para ir para as corridas, que sempre são em cidades um pouco longe”, explica. O deslocamento, somado aos custos com manutenção e participação, exige planejamento constante dos atletas e suas famílias.

 

Dentro e fora das pistas, André aponta a principal referência em sua trajetória. “Meu pai, que sempre está me apoiando, sempre preparando a minha moto para eu competir”, destaca. O apoio familiar, além de emocional, também é prático no dia a dia, especialmente em um esporte que demanda cuidados técnicos com o equipamento.

 

As quedas e os riscos fazem parte do velocross, e o piloto afirma que encara essas situações como parte do processo. “Vejo isso como uma motivação para continuar e nunca desistir”, diz. A postura reflete a forma como ele lida com os desafios, transformando dificuldades em estímulo para seguir competindo.

 

Para o futuro, André mantém objetivos claros. “Ser campeão esse ano novamente, representando Aquidauana e conquistando mais troféus”, projeta. A meta é repetir o desempenho que já o colocou no topo e seguir ampliando sua presença nas competições.

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