Da Redação
“Desde pequeno sempre joguei bola. No pré-escolar, sempre ia de meião esperando o horário de brincadeira no pátio para jogar com meus colegas.” A lembrança resume como o futebol se tornou parte da rotina de Gabriel Yoshio Teixeira Garcia antes mesmo de ele entender o peso que o esporte teria em sua vida. Nascido em 3 de junho de 2010, em Campo Grande (MS), o jovem atleta construiu sua relação com a bola de forma espontânea, ainda na infância, em um ambiente escolar onde o jogo era mais do que diversão.
A trajetória, no entanto, não se limita às primeiras partidas no recreio. Com o passar do tempo, o futebol deixou de ser apenas uma brincadeira e passou a exigir disciplina, deslocamentos e escolhas. “Com o fato de morar no interior, dificulta um pouco, pois nossa visibilidade é menor”, afirma. A fala aponta para um dos principais desafios enfrentados por jovens atletas fora dos grandes centros: a dificuldade de exposição e de acesso a competições com maior alcance.
Mesmo diante dessas limitações, Gabriel seguiu buscando espaço dentro de campo. Ao longo da sua formação, passou por diferentes posições, o que contribuiu para uma leitura mais ampla do jogo. “Já joguei de ponta esquerda, lateral esquerdo e, atualmente, jogo de zagueiro”, conta. A adaptação a diferentes funções reflete tanto a necessidade do time quanto o processo de descoberta de suas próprias características como atleta.
Hoje atuando na defesa, ele identifica com clareza seus pontos fortes e os aspectos que ainda busca desenvolver. “O que eu me considero mais forte é o cabeceio, por causa da minha altura. O que eu pretendo evoluir é a explosão dentro de campo.” A avaliação demonstra consciência sobre o próprio jogo e sobre a importância da evolução constante, mesmo em uma fase inicial da carreira.
Fora das quatro linhas, a base de sustentação vem de casa. “Minha família é as pessoas que mais me apoiam no meu sonho de ser jogador profissional”, afirma. O apoio familiar aparece como elemento central para que ele consiga manter a rotina de treinos, estudos e competições, especialmente diante das exigências logísticas impostas pela distância dos grandes centros esportivos.
A organização do dia a dia exige esforço e planejamento. “Estudo em período integral, saio da escola e vou para o ginásio jogar bola. Fico enquanto tiver horário e, de tempo em tempo, vou para Campo Grande jogar os campeonatos que surgem”, relata. A rotina evidencia a conciliação entre educação formal e prática esportiva, um equilíbrio considerado fundamental para jovens atletas em formação.
No processo de desenvolvimento, a presença dos treinadores também é destacada. “Gosto muito da maneira que o professor Rodrigo e o professor Felipe treinam nosso time, sempre cobrando para que possamos melhorar.” A cobrança, segundo ele, faz parte de um ambiente que busca evolução coletiva e individual, preparando os atletas para contextos mais competitivos.
Entre os momentos já vividos no futebol, um se destaca como marco pessoal. “O ano passado foi importante porque fui campeão pela primeira vez jogando um campeonato de campo.” A conquista representou não apenas um título, mas a confirmação de que o esforço diário pode se transformar em resultado dentro de campo.
Sobre o cenário local, Gabriel observa avanços nas oportunidades competitivas. “Estamos tendo vários campeonatos legais, onde podemos participar e mostrar nosso potencial.” A avaliação aponta para um ambiente em construção, no qual jovens atletas conseguem, aos poucos, ganhar espaço e experiência competitiva.
O futuro, para ele, está diretamente ligado ao sonho que começou ainda na infância. “Meus objetivos são conseguir realizar meu sonho, que é ser jogador de futebol, e ajudar minha família. O que eu quero alcançar como atleta é ser reconhecido pelo Brasil inteiro e conseguir vestir a camisa da seleção brasileira.”