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Cidades vizinhas não querem bancar gastos das Olimpíadas de Tóquio

gazeta esportiva - 26 de dez de 2016 às 10:09 1070 Views 0 Comentrios
Cidades vizinhas não querem bancar gastos das Olimpíadas de Tóquio

A organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 fica cada vez mais complicada para as autoridades japonesas. Nesta segunda-feira, diversos líderes municipais dos entornos da cidade-sede enviaram uma carta pedindo para não serem responsabilizados pelos gastos com os preparos para as Olimpíadas.

Na carta enviada à Yoshiro Mori, presidente do Comitê Olímpico Organizador dos Jogos de 2020, e Yuriko Koike, governadora de Tóquio, seis prefeituras menores e quatro de cidades importantes nos arredores da capital pediram que a política adotada em 2013 fosse mantida. À época, ficou acordado que o Comitê cobriria os gastos para a construção das instalações, sem respingos nos governos locais.

Em abril de 2016, o Comitê Organizador e a Assembleia Metropolitana de Tóquio chegaram a um acordo para a revisão desta política. Nesta revisão, foi proposto à governadora Yuriko em setembro que os municípios vizinhos que também receberão as Olimpíadas custeiem a construção das instalações temporárias fora de Tóquio.

"Acreditamos que a política adotada quando Tóquio foi escolhida para os Jogos permanece inalterada", afirmou o governador de Kanagawa, Yuji Kuriwa, quando entregou à carta à Koike. No documento, é dito que "há uma crescente inquietação entre as organizações municipais".

Na última semana, o Comitê Organizador afirmou que os custos dos Jogos Olímpicos estariam estimados entre 45 e 51 bilhões de reais, sendo que apenas cerca de R$ 14 bilhões seriam bancados pelo próprio Comitê, deixando aos governos o restante da conta.

Kiyoshi Ueda, governador de Saitama, uma das principais cidades na cercania de Tóquio, também esteve na entrega da carta. "Estou ofendido com essas conversas sobre custos uma vez que ninguém nos contatou para uma consulta formal", afirmou Ueda. A governadora da capital afirmou que as considerações dos governos menores serão levadas à diante.

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