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Caroline Ribeiro volta a competir e mira o Sul-Americano de 2026 no Chile

da redação - 7 de jul de 2025 às 08:42 868 Views 0 Comentários
Caroline Ribeiro volta a competir e mira o Sul-Americano de 2026 no Chile

A técnica e professora de natação do Clube Estoril, Caroline Ribeiro, decidiu voltar às competições após um hiato de sete anos. Natural de Carazinho (RS) e radicada em Campo Grande, a atleta máster participou do Troféu Brasil Máster, realizado em junho deste ano na capital sul-mato-grossense, e viu reacender o desejo de voltar a competir em alto nível. “Mesmo sem treinar especificamente pra natação, gostei bastante dos meus resultados e acendeu uma chama que tava apagada”, afirma. O próximo objetivo já está definido: disputar o Sul-Americano Máster de Natação, marcado para 2026 no Paraguai.

A história de Caroline com a natação começou ainda na infância, em 1992, por acaso. “Em uma das atividades na piscina de uma colônia de férias, um professor da época viu eu e meus irmãos brincando na água e nos convidou pra fazer um teste. No outro dia já estávamos fazendo parte da equipe de Natação do Círculo Militar de Campo Grande.” A prática do esporte se manteve até o início da vida adulta, quando a faculdade e outras responsabilidades a afastaram das piscinas por um tempo. “Depois de vários anos, por causa dos filhos, retornei ao esporte.”

Foi justamente o filho mais velho que motivou o retorno. “Coloquei meus filhos desde muito pequenos na natação, e quando meu mais velho já estava treinando diariamente resolvi, em vez de só assisti-lo, acompanhá-lo dentro da água também. Mas não durou muito até eu ter que procurar uma turma na qual eu conseguia acompanhar os treinos e que fossem da minha idade: os másters”, lembra.

Caroline começou a competir oficialmente na categoria máster em 2013 e seguiu até 2017. Entre os maiores desafios, ela cita o equilíbrio entre os treinos e as exigências da vida adulta. “A maior dificuldade da categoria máster é conciliar horários de treino, trabalho e deveres do lar.” Mas outros fatores também pesaram. “Eu trabalho com esporte, assumi a responsabilidade de auxiliar uma equipe de natação que me fez escolher entre estar dentro da água ou fora dela. Os calendários de competição se batem, junto também com os horários de treinamento e fora os gastos, onde tive que escolher entre os custos de competições com meus filhos ou os meus. Na época faltou apoio financeiro.”

Apesar da pausa, Caroline acumula conquistas expressivas. “Foi em 2014, com um ano que estava treinando, meu primeiro Campeonato Brasileiro Máster. Não sabia muito o que esperar de resultado a nível nacional, mas acabei a competição com quatro ouros e três recordes sul-americanos na categoria de 35+.” A competição também teve um valor simbólico importante. “Foi marcante porque fui incentivo para meu filho que estava iniciando a carreira de nadador. Tenho na memória a feição dele orgulhoso da mommy”, relembra.

Atualmente, a rotina de treinos de Caroline é diferente. O foco está na manutenção do condicionamento físico. “Faço treinamento de força duas vezes na semana e, após parar de nadar todos os dias, comecei a correr para me manter bem condicionada.” A prática esportiva, segundo ela, tem impacto direto na saúde física e mental. “Na verdade, qualquer esporte impacta na saúde mental e física, mas você praticando aquele que mais te dá prazer ainda é melhor. No meu caso, a natação sempre foi e sempre vai ser o que eu mais gosto.”

O retorno às competições trouxe novas metas. Além do Sul-Americano de 2026, Caroline não descarta outras provas. “Estava sem objetivo nenhum pela frente, até uma semana atrás quando fui convidada a participar do Troféu Brasil Máster aqui em Campo Grande. Meu objetivo agora é voltar a treinar.”

Sobre o cenário da natação em Mato Grosso do Sul, especialmente para os atletas veteranos, Caroline destaca os avanços. “Com certeza está tendo mais visualizações e, assim, tem recebido mais apoio. O que comprova isso é o incentivo do governo do estado com a bolsa-atleta já existente para a categoria.”

Na visão da técnica, que hoje também atua como professora no Clube Estoril, começar a nadar em qualquer idade é possível. “Aquela frase clássica que ‘nunca é tarde para aprender qualquer coisa’ só que, quanto mais se espera, mais difícil fica.”

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