Da Redação
“O físico prepara o corpo, mas a mentalidade determina o quanto o atleta vai se dedicar ao processo.” A frase resume parte da filosofia de trabalho do personal trainer e especialista em preparação esportiva Rodrigo Flores Cândido, profissional que atua em Campo Grande e reúne experiências dentro e fora das quadras e campos.
Natural de Campo Grande, Rodrigo nasceu em 29 de dezembro de 1979 e teve a trajetória ligada ao esporte desde a infância. Aos 9 anos começou no futsal, no Colégio Dom Bosco, e, alguns anos depois, passou a conciliar o futsal com o futebol de campo.
“No futebol de campo tive a oportunidade de jogar pelo Comercial, conquistando o Campeonato Estadual e a Copa Minas Gerais na categoria juvenil”, relatou. A carreira como atleta ainda teve passagem pelo juvenil do Internacional de Porto Alegre e posteriormente pelo futebol boliviano, onde atuou profissionalmente pelo Real Santa Cruz.
Segundo Rodrigo, o interesse pela preparação esportiva surgiu ao longo da própria vivência no esporte. Em 1997, ingressou no curso de Educação Física da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), iniciando uma nova fase profissional.
“Aos 18 anos, junto com um colega, montei a escolinha de futsal Geração 2000”, afirmou. O projeto contribuiu para a formação de atletas em Mato Grosso do Sul, entre eles Marcenio, campeão mundial de futsal com a Seleção Brasileira.
Ao longo da carreira, Rodrigo construiu uma trajetória voltada também à educação escolar. Durante mais de duas décadas atuou como professor, treinador e coordenador pedagógico.
“Fui professor, treinador e posteriormente coordenador pedagógico, função que exerci por cerca de 20 anos”, disse.
Com o passar do tempo, decidiu buscar novos desafios profissionais. Segundo ele, a atuação da esposa como personal trainer influenciou diretamente nesse processo de mudança.
“Acompanhando a trajetória da minha esposa como personal trainer e vendo a transformação que ela proporcionava na vida das pessoas, despertei novamente para aquilo que sempre fez parte da minha essência: esporte e performance”, explicou.
Durante a pandemia, Rodrigo retomou os estudos e passou a investir em cursos, mentorias e especializações voltadas à preparação física esportiva. A partir disso, desenvolveu uma metodologia focada no rendimento esportivo e adaptada às características de cada modalidade.
“Cada modalidade possui movimentos, exigências físicas e necessidades específicas. Meu trabalho é baseado em entender o esporte praticado pelo atleta e desenvolver capacidades que realmente serão transferidas para dentro do jogo ou competição”, afirmou.
Entre os aspectos trabalhados nos treinamentos estão força, potência, resistência, mobilidade, equilíbrio, estabilidade e coordenação motora.
Atualmente, Rodrigo atende atletas amadores e profissionais de diferentes modalidades, como futebol, futsal, vôlei, handebol, basquete, tênis, tênis de mesa, natação, beach tennis, padel, corrida e rodeio.
O profissional também destaca que atletas ligados a equipes nacionais e internacionais costumam procurá-lo durante os períodos de férias em Campo Grande para manter a preparação física.
Entre os nomes citados por ele estão Matheus Dantas, campeão da Libertadores de 2019 pelo Flamengo e atualmente atuando em Hong Kong; João Guilherme, artilheiro do Campeonato Capixaba; Murilo Leite, atleta da categoria Sub-15 do Bahia; e Matheus Martinez, atleta Sub-14 do Grêmio.
“Para mim, isso representa muito mais do que uma oportunidade profissional. É a confirmação de que uma metodologia construída com estudo, dedicação e experiência pode contribuir para atletas que buscam alto rendimento”, declarou.
Na avaliação de Rodrigo, um dos erros mais comuns entre pessoas que buscam melhorar o desempenho esportivo é acreditar que treinar mais, necessariamente, significa evoluir mais.
“Um dos principais erros é acreditar que quanto mais treino sempre será melhor. A evolução precisa respeitar o limite individual do atleta”, pontuou.
Ele defende que o planejamento e o acompanhamento profissional são fundamentais para alcançar resultados e evitar problemas físicos.
“Cada pessoa possui uma necessidade diferente, e é fundamental entender o momento físico, técnico e psicológico para ajustar intensidade, volume e recuperação”, explicou.
Outro ponto destacado pelo profissional é o fortalecimento físico como ferramenta importante na prevenção de lesões.
“O treinamento funcional trabalha capacidades como mobilidade, estabilidade, equilíbrio, controle corporal e força, ajudando o atleta a executar movimentos com mais segurança e eficiência”, afirmou.
Rodrigo também chama atenção para a importância do aspecto mental no rendimento esportivo. Para ele, disciplina e comprometimento fazem diferença no processo de evolução.
“Costumo falar que o atleta precisa ter o ‘querer’. É acordar todos os dias buscando evoluir, tendo disciplina e fazendo o possível para ser melhor”, disse.
Segundo o profissional, existe diferença entre o treinamento de atletas profissionais e amadores, principalmente em relação à intensidade e à carga dos trabalhos realizados.
“O profissional possui uma rotina e uma capacidade de suportar maiores estímulos, enquanto o atleta amador precisa de um planejamento que respeite sua rotina, seus objetivos e sua condição física”, explicou.
Apesar das diferenças, ele reforça que a individualização é necessária em qualquer nível esportivo.
“Em ambos os casos, o treinamento deve ser individualizado”, afirmou.
Ao analisar o cenário atual da preparação física esportiva, Rodrigo observa um aumento na procura por trabalhos especializados, principalmente entre atletas mais jovens.
“Os pais estão buscando cada vez mais cedo um trabalho complementar para desenvolver seus filhos dentro do esporte”, comentou.
Para ele, a preparação física deixou de ser uma ferramenta exclusiva de atletas profissionais.
“A preparação deixou de ser algo exclusivo de atletas profissionais e passou a ser uma ferramenta importante para qualquer pessoa que queira melhorar seu desempenho”, destacou.
Entre os próximos objetivos da carreira, Rodrigo afirma que pretende ampliar a estrutura de trabalho e formar uma equipe para atender a demanda crescente.
“Quero seguir ajudando atletas a evoluírem, transformando vidas através do esporte e contribuindo para que cada um alcance seu melhor nível”, concluiu.