Bryan Mauricio Alves Bezerra, nascido em 22 de maio de 1990, em Campo Grande (MS), encontrou no jiu-jitsu uma segunda chance de transformar sua trajetória nas artes marciais. Apesar de ter iniciado sua caminhada no esporte apenas em 2021, Bryan carrega consigo uma paixão que vem de longa data. Ele relembra que “minha trajetória no Jiu-Jitsu começou no ano de 2021, para ser exato 21/07/2021, mas a paixão vem desde criança, mesmo quando treinava Kung Fu! Eu comecei nas artes marciais em Agosto de 2002, treinando kung fu, e treinei até 2013. Mesmo sendo atleta da Seleção Brasileira de Kung Fu, decidi parar de treinar e competir. Devido à grande vontade de lutar MMA, sempre gostei do Jiu-Jitsu, mas nunca conseguia organizar, devido à grande carga de treinos que tinha no Kung Fu”.
O contato com a Fight Sports Pantanal, equipe que hoje representa, aconteceu anos antes de sua decisão de migrar oficialmente para o jiu-jitsu. “A Fight conheci no ano de 2006 em um dos campeonatos Mega Festival, e me impressionei. Aí foi passando os anos, fui encontrando eles em evento do Pantanal Fight aí, quando decidi treinar, sabia que era aquela vibe e essa equipe eu queria para mim”, contou Bryan. A escolha da equipe, para ele, representou mais do que um time de treinos, mas um ambiente alinhado com seus objetivos e valores nas artes marciais.
Desde que iniciou no jiu-jitsu, Bryan conquistou vitórias que marcaram sua carreira. Entre elas, destacam-se três momentos que ele considera especiais. O primeiro foi seu título no Mundial da CBJJE, na categoria sem kimono, em sua faixa azul, que representou a consolidação de seu esforço inicial. O segundo momento foi a conquista de um Open em Londres pela IBJJF, seu primeiro título internacional. Por fim, Bryan relembra o Internacional Master pela CBJJ, que lhe garantiu o primeiro lugar no ranking nacional da sua categoria. “Tenho três vitórias marcantes. Primeiro meu primeiro mundial da CBJJE, foi sem kimono, mas foi meu primeiro de Faixa Azul. Segundo meu Open em Londres pela IBJJF, foi meu primeiro título fora do Brasil. E terceiro foi o Internacional Master pela CBJJ, que me deu o primeiro lugar no Ranking nacional na minha categoria pela CBJJ”, afirmou.
A rotina de treinos de Bryan mudou ao longo do tempo, principalmente devido a lesões, mas a disciplina continua sendo um ponto central em sua preparação. “Hoje, devido a algumas lesões, tô num ritmo menor, mas quando estou bem, é treino de Jiu Jitsu todos os dias e preparação física duas vezes na semana”, explicou. Ele reconhece que o foco constante é fundamental para evoluir, seja nos treinos ou nas competições. “Para os treinos é constância, como sempre diz meu mestre Cabelo, constância é o segredo! Para as competições, entro com meu plano traçado e coloco ele em prática. Tenho confiança no meu jogo”, disse.
Apesar das conquistas, Bryan destaca que nem tudo é fácil para atletas de jiu-jitsu em Campo Grande. Ele aponta a falta de incentivo financeiro como um dos maiores desafios. “Acho que não só meu, mas o maior desafio é a falta de incentivo. Agora em outubro estou indo pela segunda vez para a Europa, irei competir o Europeu sem kimono. E todo custo é por minha conta”, relatou. Esse cenário exige não apenas habilidade técnica, mas também resiliência e comprometimento com os próprios objetivos.
A forma como Bryan lida com derrotas e situações difíceis no tatame também revela sua filosofia de crescimento constante. Ele explica que “situações dentro do tatame eu tento sempre manter a calma, que eu sei que irei superar ali dentro. Agora derrota, algumas são difíceis, mas eu sei que faz parte do processo, então preciso voltar para casa, trabalhar mais e não errar, que na próxima irei vencer”. Essa postura reflete não apenas maturidade competitiva, mas também a visão de longo prazo que o guia no esporte.
Inspirado por seus mestres e parceiros de treino, Bryan valoriza a equipe e a troca constante de experiências dentro do tatame. “Eu tenho como inspiração meus mestres e meus parceiros de treinos. Eu treino na melhor equipe do mundo!”, declarou. Essa conexão com a equipe é, segundo ele, essencial para manter a motivação e a evolução contínua.
O futuro de Bryan no jiu-jitsu passa por metas claras, tanto a curto quanto a longo prazo. No curto prazo, ele busca competir e vencer o máximo de eventos possíveis. No longo prazo, o objetivo é alcançar a faixa preta e, mais do que isso, transformar vidas, assim como a sua própria trajetória foi transformada pelo esporte. “Curto prazo, competir e vencer o máximo de eventos possíveis! Longo prazo, me tornar faixa preta e poder transformar vidas, assim como a minha foi transformada graças ao Jiu-jítsu”, disse.
Além do desempenho competitivo, Bryan deixa uma mensagem direta para jovens que desejam seguir carreira nas artes marciais: “Sejam resilientes e disciplinados, ninguém vence essas pessoas. E lembrem que um faixa preta é um faixa branca que nunca desistiu!”.