Da Redação
"O vôlei vai te ensinar a ter disciplina, a lidar com a frustração de uma derrota, a respeitar as regras e a trabalhar em grupo. Mesmo que o seu destino não seja ser um atleta profissional no futuro, eu garanto: o vôlei vai te transformar em uma pessoa para o mundo."
É dessa forma que o atleta sul-mato-grossense Diego Silva Costa resume o significado que o esporte tem em sua vida. Mais do que resultados e títulos, ele afirma que o voleibol foi responsável por sua formação pessoal, ensinando valores que ultrapassam as quadras.
A relação com o esporte começou ainda na infância, impulsionada por uma tradição familiar. Segundo Diego, o contato com o vôlei veio por influência dos avós, que praticavam a modalidade e transmitiram esse interesse aos filhos e netos.
"Meu interesse pelo vôlei começou com a influência dos meus dois avôs e das minhas duas avós, que sempre jogaram. Eles passaram esse amor pelo vôlei para os meus pais", conta.
Ele lembra que o principal incentivo veio do avô materno, José Ângelo, que o levava para acompanhar treinamentos e competições.
"A maior influência veio do meu falecido avô materno, José Ângelo, que me levava às quadras para acompanhar seus treinos e competições. Minha admiração e orgulho por ele me levaram ao mesmo caminho. Aos 16 anos comecei a praticar junto com meu pai, que jogava em um projeto chamado Projeto Eiffel, em Jales (SP)."
Apesar do apoio da família, Diego afirma que o início da trajetória exigiu persistência. Segundo ele, o vôlei tinha pouca visibilidade na cidade onde morava e havia poucos investimentos voltados à modalidade.
"A principal dificuldade foi despertar meu interesse por um esporte que era pouco valorizado na minha cidade, sem o mínimo de investimento. Por isso, tive que buscar oportunidades e persistir treinando em cidades vizinhas, ainda com apenas 16 anos."
Atualmente, Diego integra uma equipe universitária e concilia os treinamentos com a rotina acadêmica. A preparação inclui atividades durante a semana e trabalhos complementares na areia para manter o condicionamento físico.
"Como faço parte de um time universitário, treinamos normalmente três vezes por semana, sempre conciliando os horários das aulas de todos os atletas. Também alternamos com jogos na areia para auxiliar no condicionamento físico."
Ao avaliar o voleibol em Mato Grosso do Sul, Diego afirma que o Estado mantém tradição na formação de atletas e destaca que os resultados obtidos ao longo dos anos são consequência dos investimentos realizados na modalidade.
"O Mato Grosso do Sul está e sempre foi muito preparado e desafiador na modalidade. O Estado forma atletas desde as categorias de base, encaminha jogadores para equipes renomadas e até para a seleção brasileira. Os resultados são consequência dos investimentos e do interesse da administração esportiva."
Entre as lembranças da carreira, Diego aponta como momento mais marcante a conquista dos Jogos Universitários do Paraguai (JUPY), competição nacional disputada no país vizinho.
"Sem dúvidas, o momento mais marcante foi conquistar o ouro no maior campeonato universitário do Paraguai, o JUPY. Enfrentamos equipes de alto nível, com atletas de rendimento, e, com muito esforço e determinação, conseguimos levar o nome da nossa universidade ao primeiro lugar. O melhor de tudo foi conquistar esse resultado entre amigos."
Para ele, alcançar resultados exige mais do que talento. A persistência é um dos fatores que considera indispensáveis para quem deseja evoluir na modalidade.
"É preciso ser persistente e ter como prioridade que desistir não é uma opção, mesmo diante das dificuldades que aparecem no caminho."
Diego também faz questão de reconhecer a importância da família e das pessoas que dividiram a trajetória esportiva com ele. Segundo o atleta, o apoio recebido foi essencial para que pudesse continuar competindo.
"Minha família sempre desempenhou um papel importante, oferecendo apoio emocional e financeiro para que eu pudesse seguir o esporte da família. Eles me acompanharam e comemoraram cada competição."
Ele também destaca o ambiente construído dentro da equipe.
"Sou grato à minha equipe porque nossa convivência nunca foi voltada apenas para o voleibol, mas também para a vida. Fiz amizades que levarei para sempre e que considero como irmãos."
Embora continue atuando nas quadras, Diego afirma que o foco atual está na formação universitária. O voleibol seguirá presente em sua rotina, mas sem a intenção de buscar uma carreira profissional.
"Atualmente, por causa da universidade, o voleibol será um hobby saudável, tanto física quanto psicologicamente. Pretendo continuar praticando enquanto meu corpo permitir."
Ao deixar uma mensagem para crianças e jovens que desejam seguir no esporte, ele reforça que o aprendizado adquirido durante a prática vai além dos resultados.
"Todos começam do zero. Com o tempo, você percebe que o vôlei ensina disciplina, ajuda a lidar com a frustração de uma derrota, ensina a respeitar as regras e a trabalhar em grupo. Mesmo que você não se torne um atleta profissional, o vôlei vai transformar você em uma pessoa melhor para o mundo. Então nunca tenha medo, divirta-se e viva o esporte."
Para Diego, é justamente essa capacidade de provocar diferentes sentimentos que mantém viva sua ligação com o voleibol.
"O esporte representa o contraste entre a tranquilidade e a raiva, o sorriso e o choro, a felicidade e a tristeza. É uma montanha-russa de emoções que afasta os problemas do dia a dia, esvazia a mente e permite que a gente se renove."