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Após começar por desafio entre amigos, corredor de Fátima do Sul projeta primeira maratona

da redação - 19 de jul de 2026 às 07:00 77 Views 0 Comentários
Após começar por desafio entre amigos, corredor de Fátima do Sul projeta primeira maratona Da Redação

“É um desafio pessoal: você contra você mesmo.” A frase resume a forma como o corredor Rogério José Marques Rufino enxerga a corrida de rua, modalidade que passou a fazer parte da rotina dele nos últimos anos e que hoje ocupa espaço importante em sua vida pessoal e esportiva.

 

Natural de Campo Mourão (PR), Rogério nasceu em 5 de fevereiro de 1983 e mora em Mato Grosso do Sul há 25 anos. Atualmente, reside em Fátima do Sul, cidade onde começou sua trajetória na corrida após um convite de amigos.

 

Segundo ele, a relação com o esporte surgiu de maneira inesperada. No início, apenas observava conhecidos que já participavam de provas de rua, até ser desafiado a competir pela primeira vez.

 

“Minha relação com a corrida começou por acaso. No início, eu apenas observava um amigo que praticava o esporte e achava bastante interessante. Depois, outros dois amigos me desafiaram para participar de uma prova em Fátima do Sul”, contou.

 

A primeira tentativa acabou não acontecendo por incompatibilidade de agendas entre os amigos. No ano seguinte, porém, Rogério decidiu participar sozinho da competição. A experiência marcou o início da prática mais frequente da modalidade.

 

“Foi em 2024, minha única prova naquele ano. A partir daí, comecei a correr devagar e de forma mais consistente”, relatou.

 

Apesar do entusiasmo inicial, ele afirma que o começo exigiu persistência para manter a regularidade dos treinos. Para Rogério, a dificuldade em criar constância é um dos principais obstáculos enfrentados por quem está iniciando na corrida.

 

“O maior desafio que enfrentei — e acredito que todo corredor enfrenta — foi manter a persistência. Nos dois primeiros meses, quando você treina duas ou três vezes por semana, se não mantiver o ritmo, é fácil se desanimar, perder o foco e abandonar”, explicou.

 

Segundo ele, superar essa fase inicial foi determinante para que a corrida deixasse de ser apenas uma atividade eventual e passasse a fazer parte da rotina.

 

“Depois que você pega gosto pela corrida, não quer mais parar”, afirmou.

 

Em pouco mais de dois anos praticando a modalidade, Rogério já participou de provas consideradas marcantes em sua trajetória. Entre elas, destaca a participação na 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada em São Paulo no fim de 2025.

 

“Nesses dois anos e meio praticando corrida de rua, duas provas foram especialmente marcantes para mim. A primeira foi a 100ª Corrida de São Silvestre, em São Paulo, no fim de 2025. Foi minha estreia em uma prova com mais de 53 mil participantes, e a experiência foi inesquecível”, disse.

 

Outro momento citado por ele aconteceu recentemente, em Florianópolis, durante sua primeira meia maratona. Na ocasião, Rogério percorreu os 21,1 quilômetros em 1h32min.

 

“A segunda foi no dia 3 de maio último, em Florianópolis, quando participei da minha primeira meia maratona. Concluí os 21,1 km em 1h32min, um tempo muito importante para mim”, destacou.

 

Para conseguir manter desempenho e evolução nas provas, Rogério segue uma rotina de treinos organizada com acompanhamento profissional. Atualmente, realiza atividades de corrida três vezes por semana, além de sessões de fortalecimento muscular.

 

“Hoje, meus treinos acontecem três vezes por semana, sempre seguindo a orientação da minha treinadora. Além disso, faço três sessões semanais de fortalecimento muscular”, explicou.

 

Segundo ele, a preparação física se tornou parte essencial da rotina diária, contribuindo não apenas para a prática esportiva, mas também para mudanças pessoais.

 

“A corrida mudou minha rotina de forma positiva. Além de reduzir meu peso corporal, ela me tornou mais organizado. Por precisar cumprir treinos de corrida e de fortalecimento com frequência, passei a planejar melhor minha agenda”, contou.

 

Rogério afirma ainda que a modalidade trouxe mais disciplina para o cotidiano.

 

“De certa forma, a corrida me deu um motivo para ter mais disciplina”, completou.

 

Ao falar sobre o cenário da corrida de rua em Mato Grosso do Sul, ele observa um crescimento no número de praticantes, assessorias esportivas e eventos espalhados pelo estado.

 

“Vejo que a corrida cresceu muito em Mato Grosso do Sul nos últimos anos. Aumentou o número de praticantes, de assessorias esportivas e de provas”, disse.

 

De acordo com o corredor, a frequência das competições tem permitido maior integração entre atletas de diferentes cidades.

 

“Hoje, praticamente todo final de semana acontecem três, quatro ou até cinco corridas em diferentes cidades do estado. Isso dá ao corredor muitas opções para praticar, competir e fazer novas amizades”, afirmou.

 

Para quem pretende iniciar no esporte, Rogério recomenda acompanhamento especializado e atenção ao fortalecimento muscular para evitar lesões e garantir continuidade na prática.

 

“Para quem quer começar a correr, minha principal recomendação é procurar uma assessoria especializada. Isso ajuda a treinar da forma correta, a manter a motivação e a se organizar, além de prevenir lesões”, explicou.

 

“O fortalecimento muscular também é fundamental para conseguir correr por muito tempo sem se machucar”, acrescentou.

 

Mesmo com a intensidade dos treinamentos e a exigência física da modalidade, Rogério afirma que nunca pensou em abandonar a corrida desde que começou.

 

“Há dois anos e meio desde que comecei, eu nunca pensei em desistir. Pelo contrário. Me cuido com treinos e fortalecimento adequados para ter condições de correr por muitos anos, enquanto meu corpo permitir”, declarou.

 

Agora, o próximo passo planejado por ele é a participação em uma maratona, considerada uma das provas mais desafiadoras da corrida de rua. A meta é concluir a preparação necessária para disputar os 42 quilômetros no segundo semestre de 2027.

 

“Meu próximo objetivo é correr uma maratona. Para um corredor, é um marco importante, mas é uma prova muito desafiadora que exige, no mínimo, seis meses de preparação com acompanhamento profissional”, afirmou.

 

Ao encerrar, Rogério deixou uma mensagem para quem ainda não começou a praticar atividade física ou sente receio de ingressar na corrida de rua.

 

“Dê o primeiro passo. A corrida é um esporte democrático, popular e simples. Com um tênis, um calção e uma camiseta, você consegue treinar em qualquer lugar”, disse.

 

“Não se trata de pódio, mas de bem-estar, satisfação pessoal e saúde”, concluiu.

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